Começar o dia com pouca proteína no café da manhã pode dificultar o controle da fome e comprometer estratégias de perda de peso, especialmente entre mulheres com mais de 40 anos. O alerta é da nutricionista Vanessa Baad, que chama atenção para um hábito comum: consumir apenas um ovo na primeira refeição do dia.
A profissional abordou o assunto em uma publicação nas redes sociais e destacou que o problema não está no ovo, considerado uma fonte importante de proteína, mas na quantidade consumida. Para algumas pessoas, uma única unidade pode representar uma oferta pequena do nutriente. "Sabe quanto você pensa em comer só um ovo no café da manhã? Pode ser uma das piores coisas que você, dentro de mais de 40 anos, esteja fazendo. E o problema não é o ovo. O problema é que você está ficando muito abaixo do que você precisa", afirmou.
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QUANTO DE PROTEÍNA HÁ EM UM OVO?
Um ovo médio contém cerca de 6 gramas de proteína, embora essa quantidade possa mudar conforme o tamanho do alimento. Além de contribuir para a manutenção da massa muscular, a proteína tem papel importante na saciedade, ajudando a controlar a fome depois das refeições.
Para Vanessa, aumentar a quantidade de ovos pode ser uma alternativa para elevar o consumo de proteína logo no início do dia. "Um ovo contém apenas 6 gramas de proteína. E sabe quanto você precisaria e quanto eu te diria para realmente aumentar a sua saciedade, ajudar o seu corpo no processo de queima de gordura? Três unidades de ovo. Para você conseguir começar o dia de forma correta", disse.
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A indicação, porém, não deve ser interpretada como uma regra universal. A necessidade diária de proteína varia de acordo com fatores como peso corporal, idade, nível de atividade física, objetivos e características individuais. Por isso, a quantidade adequada deve ser definida de maneira personalizada, preferencialmente com orientação profissional.
PROTEÍNA AJUDA A CONTROLAR A FOME?
A saciedade é um dos principais motivos pelos quais a presença de proteína na alimentação merece atenção. Uma refeição com quantidade adequada do nutriente pode prolongar a sensação de satisfação, enquanto uma ingestão insuficiente pode fazer com que a fome retorne mais rapidamente.
Vanessa considera a baixa ingestão de proteína um dos erros recorrentes entre mulheres que tentam emagrecer. "E esse é um dos erros mais graves que eu vejo todos os dias as mulheres que querem perder peso cometendo. Elas comem pouquíssima quantidade de proteína", declarou.
Segundo a nutricionista, a fome excessiva ao longo do dia pode ser uma consequência desse padrão alimentar. Com menor saciedade, a pessoa pode acabar aumentando a quantidade de alimentos consumidos, o que dificulta a manutenção de uma estratégia voltada à perda de peso.
"E depois não entendem o que é sentir tanta fome, porque não conseguem ver resultados. Porque se você não consome proteína suficiente, a sua saciedade fica prejudicada. E quando você não se sente saciada, você acaba comendo mais", explicou.
COMER OVO AUMENTA O COLESTEROL?
A frequência de consumo de ovos também costuma gerar dúvidas por causa do colesterol. Para Vanessa, isso não significa que o alimento precise ser retirado automaticamente da dieta.
O ovo é considerado nutritivo e fornece proteína de alto valor biológico, além de vitaminas e minerais. A gema também concentra colina, nutriente relacionado a diversas funções do organismo e importante para o funcionamento cerebral.
A relação entre alimentação e colesterol, entretanto, é mais complexa do que atribuir alterações nos níveis sanguíneos a um único alimento. Pessoas que apresentam colesterol elevado ou condições específicas devem avaliar individualmente tanto a quantidade quanto a frequência de consumo.
TRÊS OVOS SÃO OBRIGATÓRIOS NO CAFÉ DA MANHÃ?
Não. Embora a nutricionista tenha citado três ovos como uma possibilidade para aumentar a ingestão de proteína e a saciedade, não existe uma recomendação geral de que toda mulher com mais de 40 anos precise consumir exatamente três ovos pela manhã.
A quantidade deve considerar o conjunto da alimentação ao longo do dia e as necessidades nutricionais de cada indivíduo. O ovo pode ser uma opção prática para aumentar a oferta de proteína, mas não é a única alternativa disponível.
Vanessa também reforçou o valor nutricional do alimento ao defender sua presença na alimentação. "Ele tem proteína de alta qualidade, de fácil absorção, é rico em gorduras boas, vitamina B12, colina, que é um importante nutriente do seu cérebro. É simplesmente um alimento incrível, um verdadeiro superalimento", afirmou.
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