Um novo exame de sangue aprovado nos Estados Unidos pode mudar a forma como médicos investigam a doença de Alzheimer. A FDA (Food and Drug Administration) autorizou o Elecsys Phospho-Tau (217P) Plasma, desenvolvido pela Roche em parceria com a Eli Lilly, para avaliar a probabilidade de presença de patologia amiloide em pacientes com mais de 55 anos.
Segundo os cientistas, a patologia amiloide é uma alteração cerebral associada ao Alzheime. Ainda de acordo com eles, o teste é o único exame sanguíneo de biomarcador desenvolvido para essa finalidade. Até então, a identificação desse tipo de alteração podia exigir exames de PET ou análises do líquido cefalorraquidiano, procedimentos considerados caros e mais invasivos.
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Ainda de acordo com os pesquisadores com Roche e Lilly, o novo exame foi desenvolvido para ser "minimamente invasivo" e pode ser incorporado aos "fluxos de trabalho laboratoriais existentes", sem a necessidade de que os laboratórios adquiram equipamentos adicionais.
Após a aprovaçõa pela FDA, o Labcorp e a Quest Diagnostics, duas grandes empresas de análises clínicas dos Estados Unidos, já afirmaram que planejam disponibilizar o teste.
Contudo, a comunidade médica ressalta que o exame não deve ser usado de forma isolada para diagnosticar Alzheimer. Segundo os especialistas, os resultados precisam ser interpretados em conjunto com outras informações clínicas e com a avaliação do paciente.
Alzheimer pode atingir o dobro de idosos até 2060
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 6,7 milhões de idosos vivem com diagnóstico de Alzheimer nos EUA. A doença é a forma mais comum de demência e responde por entre 60% e 80% de todos os casos. De acordo com a entidade, a estimativa é de que esse número dobre até 2060.
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Entretanto, pesquisadores acreditam que a quantidade real de pessoas com Alzheimer pode ser maior, já que muitos casos permanecem sem diagnóstico. Um levantamento publicado pela Alzheimer’s Disease International em 2021 apontou que 55 milhões de pessoas no mundo viviam com demência, enquanto cerca de 75% dos casos ainda não haviam sido identificados.
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