Nos últimos anos, a melatonina ganhou espaço entre as pessoas que buscam dormir mais rápido e melhor. Contudo, apesar de ser vendida como suplemento, a substância não é uma solução para todos os casos de insônia e seu uso sem orientação pode ser pouco eficaz.
De acordo com a comunidade médica, a melatonina é produzida pela glândula pineal e é responsável por sinalizar ao organismo a chegada da noite, ajudando a sincronizar o ritmo circadiano. Ainda segundo eles, a produção dela aumenta no escuro e atinge o pico durante a madrugada, caindo novamento ao amanhecer.
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Por isso, especialistas explicam que ela não funciona como os tradicionais remédios para dormir. A versão sintética pode até ser útil quando a dificuldade está relacionada ao relógio biológico, mas não necessariamente para provocar sono de forma imediata.
Quando o suplemento pode ajudar?
Entre as indicações para o uso da melatonina estão a síndrome da fase atrasada do sono, o jet lag e o trabalho noturno. Além disso, a substância pode ser utilizada, em alguns casos, por pessoas com transtorno do espectro autista e TDAH, bem como por idosos, devido à redução natural da produção do hormônio.
Já nos quadros de insônia crônica, especialmente quando há estresse ou ansiedade, a eficácia tende a ser menor. Nesses casos, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) é considerada o tratamento de primeira escolha pelas diretrizes internacionais.
Dose e efeitos exigem atenção
Apesar da melatonina costumar apresentar boa segurança, ela pode causar sonolência durante o dia, tontura, dor de cabeça e náuseas. Estudos indicam segurança no uso contínuo por até 12 meses, embora ainda faltem evidências sobre os efeitos a longo prazo.
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A orientação é priorizar a menor dose eficaz, geralmente entre 0,5 mg e 3 mg, administrada no horário adequado ao ritmo circadiano. Já o uso aleatório, no meio da noite ou diante de uma insônia aguda tende a não funcionar.
Além disso, a substância também pode potencializar o efeito sedativo do álcool, de benzodiazepínicos e de alguns antidepressivos. Já gestantes, lactantes e crianças devem utilizá-la apenas com acompanhamento médico.
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