O ator Brad Pitt revelou que sofre de uma condição neurológica conhecida como prosopagnosia, popularmente chamada de “cegueira facial”. O distúrbio dificulta o reconhecimento de rostos e, segundo o artista, já provocou situações desconfortáveis ao longo dos anos.
Em entrevista concedida à revista GQ, em 2022, Pitt afirmou que muitas pessoas não acreditam em sua condição. Ele também relatou que a dificuldade para identificar pessoas acabou criando uma imagem equivocada sobre sua personalidade, fazendo com que fosse visto como alguém “egocêntrico, distraído e inacessível”.
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Embora o problema não afete a visão nem a memória, ele interfere na capacidade do cérebro de associar características faciais, como olhos, nariz e boca, à identidade de alguém.
O que é a prosopagnosia?
A prosopagnosia é um distúrbio neurológico cujo nome deriva das palavras “prosopo” (rosto) e “agnosia” (desconhecimento). A condição está relacionada ao funcionamento do giro fusiforme, região localizada no lobo temporal do cérebro responsável por processar e reconhecer rostos.
Quem convive com o transtorno pode enxergar perfeitamente os traços faciais, mas não consegue relacioná-los à pessoa que está diante dele. Na prática, é como observar uma escrita em um idioma desconhecido: os elementos estão visíveis, mas não podem ser interpretados.
Entre as consequências mais comuns estão dificuldades nas relações sociais, episódios de ansiedade, isolamento e até quadros de depressão. Muitas vezes, o indivíduo deixa de reconhecer amigos, familiares ou conhecidos e pode parecer indiferente sem intenção.
A condição pode surgir desde o nascimento, com manifestações ainda na infância, ou ser adquirida ao longo da vida. Nesses casos, pode estar associada a fatores como acidentes vasculares cerebrais, tumores, traumas cranianos e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Estudos apontam ainda que a prosopagnosia possui forte influência genética, sendo comum a presença de outros casos na família. Pesquisas indicam que cerca de 2,5% da população mundial pode apresentar algum grau do transtorno.
Sintomas, evolução e tratamento
Os primeiros sinais costumam aparecer com dificuldades em reconhecer pessoas fora de ambientes habituais, como encontrar um colega de trabalho em outro local ou identificar personagens em filmes e séries.
Com a evolução do quadro, a dificuldade pode atingir amigos próximos e familiares. Nos casos mais graves, a pessoa pode não distinguir rostos de outros objetos e, em situações extremas, ter dificuldade até para reconhecer a própria imagem em espelhos ou fotografias.
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação neuropsicológica, com testes específicos de reconhecimento facial e exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia, para verificar possíveis alterações cerebrais.
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Atualmente, não existe cura nem medicamento específico para a prosopagnosia. O tratamento é baseado em estratégias de reabilitação neuropsicológica, utilizando outros sinais para identificação das pessoas, como voz, sotaque, corte de cabelo, estilo de roupas, postura corporal e forma de caminhar.
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