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DIAGNÓSTICO TARDIO

Câncer de pênis leva a quase 3 mil amputações no Brasil

Dados recentes apontam aumento da mortalidade e reforçam importância da prevenção e do diagnóstico precoce

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Imagem ilustrativa da notícia Câncer de pênis leva a quase 3 mil amputações no Brasil camera Especialistas apontam que o principal fator por trás desses números é o diagnóstico tardio | Reprodução/Freepik

O câncer de pênis tem avançado como um problema de saúde pública no Brasil, com aumento no número de mortes e de casos graves nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde reunidos pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a doença causou cerca de 2,3 mil óbitos no país entre 2021 e 2025, refletindo um crescimento de aproximadamente 15% em relação à década anterior.

Além da mortalidade, o impacto também é observado nas consequências físicas da doença. No mesmo período de quatro anos, foram registradas cerca de 2,9 mil amputações de pênis no Brasil, procedimento geralmente necessário em estágios mais avançados do câncer.

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Especialistas apontam que o principal fator por trás desses números é o diagnóstico tardio. Quando a doença é identificada precocemente, é possível adotar tratamentos menos invasivos, como remoção local da lesão, uso de laser ou radioterapia, preservando o órgão. Já em casos avançados, a penectomia parcial ou total se torna a alternativa mais comum.

O câncer de pênis é considerado raro, mas apresenta maior incidência em homens entre 50 e 60 anos. Em cerca de metade dos casos, está associado à infecção pelo HPV, vírus também relacionado a outros tipos de câncer.

Os sinais da doença incluem feridas ou lesões persistentes no pênis, que podem aparecer como úlceras, áreas avermelhadas ou lesões com aspecto verrucoso. Outros sintomas relatados são secreção com odor forte, sangramento e dor, geralmente em fases mais avançadas, além de aumento dos linfonodos na região da virilha.

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A distribuição dos casos no país também chama atenção. A região Sudeste concentra o maior número de mortes, com destaque para o estado de São Paulo. Ainda assim, especialistas alertam que a doença está relacionada a fatores como acesso limitado à informação, condições de higiene e infraestrutura de saúde.

Para reduzir os riscos, médicos reforçam medidas de prevenção consideradas simples, como higiene adequada da região íntima, uso de preservativos, vacinação contra o HPV e abandono do tabagismo. A orientação é que qualquer alteração persistente seja avaliada por um especialista, já que o diagnóstico precoce é determinante para evitar complicações mais graves.

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