O mês de março marca a campanha Março Amarelo, dedicada à conscientização sobre a endometriose, doença que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e ainda enfrenta diagnóstico tardio devido à desinformação e à normalização da dor menstrual intensa.
Segundo a ginecologista Dra. Lorena Castro, é preciso mudar a forma como a sociedade enxerga a cólica menstrual. “Muitas mulheres foram ensinadas que sentir dor forte durante a menstruação é algo normal. Mas dor incapacitante, que interfere na rotina, no trabalho ou nos estudos, não deve ser ignorada. Isso precisa ser investigado”, afirma.
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A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina, podendo atingir ovários, trompas, intestino e bexiga. Entre os sintomas mais comuns estão cólica intensa, dor durante a relação sexual, dor pélvica crônica, alterações intestinais no período menstrual e dificuldade para engravidar.
Para a ginecologista Dra. Verena Butzke, o diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento. “Quando a mulher procura atendimento logo nos primeiros sinais, conseguimos controlar melhor a evolução da doença e preservar sua qualidade de vida. Informação é uma ferramenta fundamental nesse processo”, destaca.
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O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir acompanhamento clínico, uso de medicações hormonais e, em situações específicas, intervenção cirúrgica.
A campanha Março Amarelo reforça a importância de escutar o próprio corpo e buscar orientação médica diante de sintomas persistentes. Dor não deve ser normalizada. Cuidar da saúde é um ato de prevenção e qualidade de vida.
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