Um estudante da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) foi preso em flagrante nesta semana, durante um evento realizado no campus de Paragominas, no sudeste do Pará, suspeito de praticar o crime de perseguição (stalking) contra uma professora da instituição. A prisão ocorreu após a Polícia Militar ser acionada pela universidade e, em seguida, a ocorrência ser encaminhada à Polícia Civil, que identificou indícios suficientes para autuar o aluno.
De acordo com as investigações, a docente informou que a perseguição teria começado após o estudante ser reprovado em uma disciplina ministrada por ela em 2025. Desde então, segundo o relato da vítima, ele teria adotado uma série de comportamentos destinados a intimidá-la e causar sofrimento emocional.
Entre as condutas denunciadas estão o depósito de bilhetes no veículo da professora, gravações sem autorização na sala de aula, atitudes que interrompiam o ambiente acadêmico, como bater portas e arrastar móveis, além do envio de mensagens consideradas ameaçadoras e repetidas solicitações de contato por meio das redes sociais.
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A professora também apresentou áudios às autoridades nos quais o investigado, supostamente, afirma a outras pessoas que faria "de tudo para atormentar a vida dela". Segundo a vítima, as ações se intensificaram ao longo dos últimos meses e provocaram abalo psicológico.
Ainda conforme a Polícia Civil, a professora já havia solicitado medidas protetivas em 2025. No entanto, elas foram posteriormente revogadas pela Justiça, que entendeu não haver configuração de violência doméstica ou familiar, uma vez que a relação entre os envolvidos era exclusivamente acadêmica.
O episódio que motivou a prisão ocorreu durante um evento promovido pela universidade. Segundo a denúncia, o estudante voltou a se aproximar da professora com a intenção de provocá-la. A aproximação foi impedida pelo marido da docente, que acompanhava a atividade, dando início a uma discussão que levou ao acionamento da Polícia Militar.
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Após ouvir as partes e analisar o histórico apresentado pela vítima, a Polícia Civil concluiu que havia elementos para caracterizar, em tese, o crime de perseguição na forma qualificada por ter sido praticado contra uma mulher, conforme prevê o §1º do artigo 147-A do Código Penal.
O estudante foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça e do Ministério Público, que darão continuidade aos procedimentos legais.
A legislação estabelece pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, para quem perseguir alguém de forma reiterada, ameaçando sua integridade física ou psicológica ou restringindo sua liberdade.
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