O reajuste anual das tarifas da Equatorial Pará, que entraria em vigor na última sexta-feira (7), foi adiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A decisão sobre o novo percentual ficou para esta terça-feira (11), quando a diretoria da agência se reúne em Brasília para votar a proposta que poderá aumentar a conta de luz dos consumidores paraenses.
O adiamento ocorreu após um pedido de vista feito pelo diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa. A votação estava prevista para ocorrer na data de aniversário do contrato da concessionária, quando o novo valor deveria começar a ser aplicado.
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A definição desta terça-feira será acompanhada de perto pelo Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (CONCEPA). O presidente da entidade, Cássio Bitar, e o consultor Carlindo Lins estarão presentes na reunião em Brasília para acompanhar a votação e participar das discussões sobre o reajuste.
O que está em discussão
Entre os pontos analisados está o Uso do Bem Público (UBP), encargo pago pelas concessionárias ao Estado pela exploração de recursos públicos. Segundo o consultor do CONCEPA, a utilização desse mecanismo pode contribuir para reduzir o impacto dos reajustes nas tarifas.
Carlindo Lins afirma que a discussão tem como objetivo evitar aumentos mais elevados, especialmente nas distribuidoras das regiões Norte e Nordeste.
De acordo com o consultor, o pagamento antecipado do UBP pode ajudar a reduzir as tarifas cobradas dos consumidores.
Para Cássio Bitar, a discussão precisa considerar os fatores técnicos que influenciam diretamente o valor pago na conta de energia.
"Não adianta só reclamar do valor. A gente precisa entender por que a conta chega do jeito que chega e negociar pelos pontos técnicos que realmente fazem a diferença no bolso das pessoas. É isso que o Conselho vem fazendo, com seriedade e com números", afirma.
Qual será o impacto na conta de luz?
Caso a proposta seja aprovada pela diretoria da ANEEL, os consumidores residenciais e comerciais enquadrados no grupo de baixa tensão terão reajuste de 7,40%.
Para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a alta prevista é de 8,42%.
O reajuste médio proposto para a área de concessão da Equatorial Pará é de 7,60%.
Os percentuais ainda dependem da decisão da diretoria da ANEEL. Portanto, o consumidor deve considerar os valores como uma proposta até a conclusão da votação.
Como ficam as tarifas propostas:
- Baixa tensão: alta de 7,40%;
- Alta tensão: alta de 8,42%;
- Reajuste médio: 7,60%.
Quando o novo valor poderá ser aplicado?
A decisão sobre o reajuste está prevista para terça-feira, 11 de agosto, durante a Reunião Pública da Diretoria da ANEEL, na sede da agência, em Brasília.
Como o reajuste que entraria em vigor no dia 7 foi adiado, a aplicação do novo percentual dependerá da decisão da diretoria e das condições definidas no processo tarifário.
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