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FALTA DE ATENDIMENTO

Crise na saúde de Ananindeua deixa UPAs sobrecarregadas

Denúncia aponta falta de atendimento pleno no Pronto-Socorro Municipal e pacientes enfrentam dificuldades para transferência

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Imagem ilustrativa da notícia Crise na saúde de Ananindeua deixa UPAs sobrecarregadas camera Unidade conta com mais de 50 leitos de enfermaria e mais de 10 leitos de UTI. | Reprodução/RBATV

A rede pública de saúde de Ananindeua voltou a ser alvo de denúncias envolvendo a falta de atendimento para a população. Segundo relatos de moradores do município, o Pronto-Socorro Municipal não estaria funcionando com atendimento aberto de forma plena, fazendo com que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da reigião fiquem sobrecarregadas. O caso foi um dos destques do programa Bora Cidade desta quinta-feira (25).

Ainda de acordo com relatos, a situação estaria afetando principalmente pacientes que chegam às UPAs em estado mais grave e precisam ser transferidos para uma unidade hospitalar com maior estrutura. Sem o suporte do Pronto-Socorro Municipal, esses pacientes permaneceriam nas unidades de emergência aguardando encaminhamento, mesmo em casos que necessitam de internação, cirurgia ou cuidados intensivos.

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Na UPA da Cidade Nova 2, uma das unidades citadas no caso, a reclamação é de que a estrutura acaba sendo limitada para receber pacientes que precisam de atendimento prolongado. A unidade, que deveria funcionar como porta de entrada para casos de urgência, estaria absorvendo demandas que deveriam ser direcionadas para o hospital municipal.

Projetado para atuar como referência e retaguarda das UPAs, o Pronto-Socorro Municipal de Ananindeua conta com uma estrutura com mais de 50 leitos de enfermaria e mais de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, a denúncia aponta que o local não estaria operando com toda a capacidade disponível.

Segundo relatos, atualmente, a unidade estaria realizando principalmente cirurgias eletivas, procedimentos programados, com uma média de cerca de cinco pacientes atendidos por dia. Essa baixa utilização da estrutura é apontada como um dos principais fatores que estão contribuindo para a sobrecarga da rede de urgência do município.

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Além da dificuldade para transferências, pacientes e familiares relatam problemas relacionados à demora por leitos e continuidade do tratamento. Segundo eles, a falta de uma unidade hospitalar funcionando plenamente estaria fazendo com que pessoas retornem às UPAs dias depois de receberem atendimento inicial.

A situação também estaria gerando impactos para cidades vizinhas, já que pacientes que deveriam ser atendidos pela própria rede municipal acabam buscando assistência em outros municípios, aumentando a demanda em outros serviços de saúde.

Assista a reportagem do Bora Cidade:

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