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VISÍVEL A OLHO NU

Astrônomo explica a magia das conjunções planetárias no céu do Pará

Fenômeno visível após o pôr do sol chama atenção na região e é detalhado pelo professor e divulgador científico do CCPPPA como efeito de perspectiva da Terra.

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Imagem ilustrativa da notícia Astrônomo explica a magia das conjunções planetárias no céu do Pará camera O astrônomo Arthur Costa explica a conjunção planetária que reúne Vênus, Júpiter e Mercúrio no céu de junho, fenômeno visível logo após o pôr do sol. | Reprodução/Google

Em noites nas quais o céu parece oferecer um espetáculo silencioso e preciso, basta um olhar mais atento para perceber que o movimento dos astros também conta histórias que atravessam distâncias inimagináveis. O mês de junho tem chamado a atenção de observadores ocasionais e entusiastas da astronomia por um fenômeno que transforma o entardecer em convite à contemplação do Sistema Solar.

Logo após o pôr do sol, três dos planetas mais brilhantes do Sistema Solar passaram a dividir a mesma região do céu, criando uma configuração rara e facilmente visível a olho nu. O evento, que teve seu momento mais marcante na última quarta-feira (17), quando Vênus e Júpiter surgiram praticamente lado a lado no horizonte oeste, continua a se desdobrar nesta quinta-feira (18), com Mercúrio ainda próximo dos dois astros.

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O QUE É A CONJUNÇÃO PLANETÉRIA

O professor e astrônomo Arthur Costa, educador e divulgador científico atuante em Belém, explica que o fenômeno recebe o nome de conjunção planetária e, apesar do impacto visual, não representa proximidade real entre os corpos celestes.

"Em junho de 2026, Mercúrio, Vênus e Júpiter agrupados e alinhados no céu logo após o pôr do Sol. A aproximação máxima ocorreu em 12 de junho, e agora os astros começam a se afastar ao longo dos dias, mas entre 16 e 18 a lua aparece entre eles. Estes eventos são chamados de conjunção planetária, onde os planetas estão aparentemente próximos (do ponto de vista da Terra)", esclarece.

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Segundo o especialista, a aparência de alinhamento ocorre por um efeito de perspectiva observado da Terra, sem que haja qualquer contato físico ou aproximação real entre os planetas.

ILUSÃO DE PROXIMIDADE NO ESPAÇO

Arthur Costa detalha que os planetas seguem órbitas ao redor do Sol em uma mesma faixa imaginária do céu, conhecida como eclíptica. Isso faz com que, em determinados momentos, eles pareçam se aproximar quando vistos da Terra.

"Isso ocorre pois os planetas estão em órbita do Sol ao longo de uma mesma linha (chamada eclíptica), mas nem sempre todos aparecem próximos na abóboda celeste. Uma conjunção planetária é quando dois ou mais corpos celestes parecem muito próximos no céu a partir da perspectiva da Terra. Mas eles não estão realmente próximos no espaço é apenas uma ilusão devido ao nosso olhar a partir da Terra. Eles estão a milhões de quilômetros de distância", ressalta.

UM ENCONTRO RARO ENTRE OS PLANETAS MAIS BRILHANTES

O astrônomo destaca ainda que o fenômeno registrado neste mês chama atenção por reunir, ao mesmo tempo, Vênus e Júpiter - os dois planetas mais brilhantes do céu noturno - junto a Mercúrio, considerado um dos mais difíceis de observar devido à proximidade com o Sol.

"O evento de junho de 2026 é especial porque reúne os dois planetas mais brilhantes do céu noturno (Vênus e Júpiter) junto com Mercúrio, um planeta notoriamente difícil de observar devido à proximidade com o Sol", enfatiza Arthur Costa.

OBSERVAÇÃO CONTINUA NESTA SEMANA

Com o avanço dos dias, os planetas começam gradualmente a se afastar no céu, mas ainda mantêm uma configuração favorável para observação logo após o pôr do sol, oferecendo uma oportunidade rara para quem deseja acompanhar o movimento dos astros sem equipamentos especiais.

Segundo o especialista, o fenômeno segue visível nesta semana e deve continuar despertando a curiosidade de quem volta os olhos ao horizonte oeste no fim da tarde.

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