As fortes chuvas registradas na capital paraense causaram diversos transtornos não apenas na mobilidade urbana, como também prejudicaram várias famílias que perderam tudo com as enchentes.
Por conta desse cenário, a Prefeitura Municipal de Belém segue dando apoio e reforçando as ações de assistência aos afetados pelos temporais. Nesta quinta-feira (23), a administração municipal, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), entregou cestas de alimentos e calçados.
A iniciativa contou com o apoio de empresas privadas que contribuíram com doações. O Grupo Mateus disponibilizou 500 cestas básicas e 100 sandálias. Também foram doadas 50 cestas básicas pelo Grupo Econômico, além de 218 quilos de pães, massas de pizza e bolos, oriundos do programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc).
De acordo com a coordenado do Mesa Brasil, Carmem Cabral, o projeto atua no combate à fome e tem como missão promover dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. “Não podíamos ficar de fora diante dessa situação emergencial de insegurança alimentar que as pessoas estão vivendo devido às enchentes”, afirmou.
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Ações ocorreram nos bairros do Guamá, Tapanã e Terra Firme
Segundo a presidente da Funpapa, Edna Gomes, o objetivo é garantir atendimento às famílias atingidas, seguindo as diretrizes da política nacional de assistência social.
“Nós estamos aqui no Tapanã fazendo a entrega do benefício na casa, porque aí a gente vai ter o cuidado integral dessa família que foi atingida pelas enchentes. Saber se a casa tem condições que a pessoa permaneça morando nela, além do benefício alimentar, saber qual outro benefício essa pessoa precisa, mas tudo pautado de forma humanizada e dentro da política nacional de assistência social”, diz a presidente.

O bairro do Tapanã está entre os mais afetados pelas enchentes. Moradora da área, Rutinéia Ferreira, de 48 anos, desempregada, foi uma das beneficiadas. “Alagou toda a minha casa, a água chegou até a metade do joelho. Perdi guarda-roupa e fogão. Esse apoio alimentar representa muito para quem viveu essa enchente”, disse.
Também residente no bairro, a dona de casa Viviane Monteiro, de 46 anos, contou que precisou erguer os móveis para evitar perdas. “Esse apoio alimentar representa uma economia para quem teve a casa alagada e também para quem vive em insegurança alimentar como eu”, afirmou.
Já Nilde Siqueira, de 54 anos, outra moradora do Tapanã, contou ter perdido diversos bens. “Perdi cama, guarda-roupa, dependo do Bolsa Família para viver. Essa apoio alimentar vai ajudar muito”, declarou emocionada.
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