A trajetória de Eloi Iglesias é marcada por décadas de contribuição à cultura popular amazônica, consolidando seu nome como um dos grandes representantes da música e da arte no Pará. Cantor, produtor e ativista cultural, ele construiu uma carreira que atravessa gerações, mantendo vivas tradições regionais ao mesmo tempo em que dialoga com novas expressões artísticas, tornando-se também um símbolo de resistência e representatividade.
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará aprovou, nesta terça-feira (07), o projeto de lei que reconhece a obra de Eloi Iglesias como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A proposta, de autoria da deputada Lívia Duarte, foi aprovada por unanimidade e destaca a importância do artista para a identidade cultural paraense e para a valorização das tradições amazônicas.
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De acordo com o texto, todo o acervo artístico de Iglesias passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural do estado, conforme previsto na Constituição Estadual. A medida entra em vigor após a sanção da governadora Hana Ghassan.
Na justificativa do projeto, a parlamentar ressaltou o impacto da obra do artista ao longo do tempo. Segundo ela, Eloi Iglesias é um ícone cuja produção artística ultrapassa gerações, refletindo o imaginário coletivo do povo paraense. Sua atuação contribui para manter vivas manifestações culturais como o carimbó e o brega, ao mesmo tempo em que incorpora novas linguagens.
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Além da carreira musical, Eloi Iglesias também é reconhecido por sua atuação como agitador cultural e pela relevância na cena LGBTQIA+ em Belém. Há mais de 35 anos, ele organiza a tradicional Festa da Chiquita, evento que integra as celebrações do Círio de Nazaré e reúne milhares de pessoas em um dos momentos mais simbólicos da diversidade cultural paraense.
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