plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
JÁ VACINOU? 💉

Baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde em Belém

A vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças graves.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde em Belém camera Belém registra índices de cobertura vacinal abaixo do recomendado para garantir a proteção coletiva da população. | Juliana Rosa/Ascom Sesma

Mesmo com vacinas disponíveis gratuitamente na rede pública, Belém enfrenta um desafio crescente na saúde coletiva: a baixa adesão da população à imunização. A redução na procura pelas salas de vacinação acende um alerta entre especialistas, especialmente em um cenário marcado pela circulação de vírus respiratórios, arboviroses e pela disseminação de desinformação sobre vacinas.

A capital paraense registra índices de cobertura vacinal abaixo do recomendado para garantir a proteção coletiva da população. O cenário acompanha uma tendência nacional de queda na vacinação, mas traz impactos diretos para o município, atingindo crianças, adolescentes, idosos e famílias inteiras.

CONTEÚDOS RELACIONADOS

A vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças graves, reduzir internações e evitar óbitos. Quando a cobertura diminui, o risco de circulação de vírus e bactérias aumenta, favorecendo surtos de doenças que já estavam controladas ou erradicadas.

De acordo com a coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Cleise Soares, a queda na cobertura está relacionada, em parte, ao sucesso histórico das vacinas no Brasil. “A baixa procura se deve, entre outros fatores, à diminuição da percepção de risco das doenças e às dúvidas geradas pela disseminação de notícias falsas sobre a efetividade das vacinas”, explica.

Influenza tem menor cobertura

Entre os imunizantes com menor adesão em Belém, a vacina contra a influenza lidera a lista, com apenas 12,60% de cobertura. A campanha começou em 3 de novembro de 2025 e segue até 28 de fevereiro, sendo voltada exclusivamente aos grupos prioritários, como crianças de 6 meses a 6 anos, idosos e gestantes.

A baixa procura preocupa, pois esses grupos são os mais vulneráveis às formas graves da gripe, com maior risco de complicações, internações e mortes. Embora a cobertura seja baixa em todo o país, na região Norte a campanha ocorre em período diferente do restante do Brasil, o que influencia os índices, mas não reduz a necessidade de ampliar a mobilização.

Vacina contra a dengue também preocupa

Outro ponto de atenção é a vacina contra a dengue, que registra 15,65% de cobertura no município. A aplicação teve início no fim de 2025 e é destinada exclusivamente a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com alto índice de hospitalizações pela doença.

Como o imunizante não é autorizado pela Anvisa para pessoas acima de 60 anos, a proteção dos mais jovens torna-se estratégica para reduzir a circulação do vírus e proteger os grupos mais vulneráveis.

Além dessas, outras vacinas apresentam cobertura abaixo do ideal, como a meningo ACWY (53,23%), a HPV4 (56,92%) e a poliomielite injetável (58,21%). A baixa adesão reacende o risco de reintrodução de doenças como sarampo, rubéola, coqueluche e poliomielite.

Crianças são as mais afetadas

A hesitação vacinal impacta principalmente o público infantil, que depende da decisão dos pais ou responsáveis para estar protegido. Segundo a Sesma, a circulação de mitos, como a falsa relação entre vacinas e autismo ou desconfianças sobre a vacina da gripe e da covid-19, influencia diretamente a decisão das famílias.

Quer saber mais notícias de saúde? Acesse nosso canal no Whatsapp

Especialistas reforçam que todas as vacinas disponibilizadas no SUS passam por rigorosos testes de segurança e eficácia antes de serem liberadas à população.

Inverno amazônico exige atenção

Durante o inverno amazônico, marcado por chuvas intensas e maior permanência das pessoas em ambientes fechados, cresce a circulação de vírus respiratórios e de doenças como a dengue. Nesse período, a vacinação torna-se ainda mais importante para evitar complicações e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde.

Funcionamento

Para enfrentar a baixa cobertura, a Sesma intensificou ações de busca ativa, realizadas por agentes comunitários de saúde, que identificam pessoas com vacinas em atraso e orientam as famílias diretamente nas comunidades. Todas as salas de vacinação do município seguem abastecidas e funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Além disso, o Postão de Icoaraci funciona em horário estendido até as 22h, e a secretaria promove ações de vacinação aos fins de semana, facilitando o acesso de quem não consegue comparecer em horário comercial.

Vacinar é um ato coletivo

Para se vacinar, a prefeitura de Belém reforça que basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com documento de identificação ou caderneta vacinal. Quem perdeu o cartão pode solicitar a segunda via ou emitir um novo no momento da vacinação.

Manter a vacinação em dia é um gesto de responsabilidade coletiva, que protege não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade, especialmente aqueles que não podem ser vacinados. Cada vacina aplicada fortalece a proteção coletiva e ajuda a garantir um futuro mais seguro para Belém.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!

    Últimas Notícias