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ATENÇÃO REDOBRADA

Copa do Mundo: veja como proteger seus pets durante os jogos

Saiba como cuidar de seus pets durante a Copa do Mundo e evitar riscos à saúde e bem-estar dos animais com dicas práticas e seguras.

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Imagem ilustrativa da notícia Copa do Mundo: veja como proteger seus pets durante os jogos camera Barulho intenso e grande circulação de pessoas podem representar riscos à saúde e ao bem-estar dos animais de estimação. | Reprodução/Patas da Casa

Antes da bola rolar, a torcida costuma preparar a casa para reunir amigos e familiares, vestir as cores da Seleção Brasileira e transformar cada partida da Copa do Mundo em uma grande celebração. Em meio à festa, porém, um detalhe muitas vezes passa despercebido: cães e gatos também sentem os impactos do ambiente agitado. Barulho intenso, grande circulação de pessoas, alimentos inadequados e até acessórios usados para entrar no clima do torneio podem representar riscos à saúde e ao bem-estar dos animais de estimação.

A médica-veterinária Tainá Barbosa alerta que os tutores precisam redobrar os cuidados durante esse período para evitar acidentes, intoxicações e situações de estresse que podem comprometer a saúde dos pets.

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O excesso de estímulos durante os jogos é um dos principais fatores de preocupação. "Os principais riscos estão relacionados ao estresse, ao medo, e isso acaba causando acidentes domésticos. Como nesse período tem muitos fogos de artifício, gritos, buzinas e sons altos, eles podem provocar crises de ansiedade. O animal pode ter aquele instinto de fuga."

Segundo Tainá, o entra e sai de pessoas durante as confraternizações também facilita que cães e gatos escapem de casa.

"Existe também a questão de uma circulação muito grande de pessoas dentro de casa. Então o animal pode fugir, e isso pode acabar acarretando um certo estresse. Ou os animais podem se esconder em locais perigosos, pular na janela, atravessar ruas e, com isso, eles podem se machucar."

Médica-veterinária, Tainá Barbosa
📷 Médica-veterinária, Tainá Barbosa |Arquivo pessoal

A médica explica que animais que já possuem alguma doença também merecem atenção especial durante as comemorações.

"Alguns animais já são, por exemplo, cardiopatas. Então isso pode gerar taquicardia, provocar tremores e ansiedade. Todos os tipos de animais são predispostos a essa situação, alguns naturalmente e outros acabam adquirindo esse comportamento."

Atenção redobrada com alimentação

As tradicionais reuniões para assistir aos jogos costumam ser acompanhadas por churrasco, petiscos e bebidas. No entanto, esses alimentos podem representar sérios riscos para cães e gatos.

"Os tutores devem evitar alimentos que normalmente os humanos comem, como churrasco e chocolate. Nesse período é muito comum a família se reunir, fazer churrasco. Também tem a questão das bebidas alcoólicas, deixar, por exemplo, um copo no chão ou em cima da mesa, e o animal vai lá e bebe", reforça a especialista.

Ela também chama atenção para outros alimentos frequentemente oferecidos sem que os tutores conheçam os riscos.

"Ossos cozidos, alimentos muito gordurosos e condimentados, além de algumas frutas, também devem ser evitados."

A recomendação é que o animal participe da comemoração apenas com alimentos próprios para sua espécie.

"Caso queira incluir o animal na comemoração, ofereça petiscos próprios para eles, sachês, a própria ração. Deixar sempre disponíveis alimentos que são próprios para eles."

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Roupas e acessórios podem causar desconforto

Vestir cães e gatos com roupas temáticas da Seleção Brasileira é uma prática comum durante a Copa do Mundo. Entretanto, Tainá explica que nem todos os animais aceitam bem esse tipo de acessório.

"Nessa época, os tutores sempre querem vestir os animais para comemorar a Copa e esses momentos festivos. Tem alguns animais que aceitam muito bem a questão das roupinhas e tem outros que já não gostam."

Ela alerta que roupas apertadas podem causar problemas físicos e emocionais.

"Esses acessórios e essas roupas podem ser prejudiciais quando estão muito apertados, porque isso acaba gerando também um estresse no animal. Faz com que eles tenham dificuldade em se movimentar."

Outro problema é o superaquecimento, principalmente nessa época do ano que costuma ser de calor intenso na região Norte. "Essas roupinhas podem gerar um superaquecimento, especialmente em dias que estão quentes. O animal fica mais ofegante e isso causa desconforto", afirma.

Os pequenos enfeites também exigem atenção. "Lacinhos, roupinhas ou acessórios pequenos podem acarretar uma ingestão pelo próprio animal. Essas roupinhas também podem apertar o pescoço, o tórax e até provocar uma irritação na pele", ressalta a profissional.

Tainá lembra que os gatos costumam ser ainda mais sensíveis. "Os gatos podem ser muito mais sensíveis à questão dessas roupinhas. Então, sempre oferecer uma roupa que seja confortável para o animal e colocá-lo em um ambiente favorável para utilizar esses acessórios."

Caso o pet demonstre qualquer desconforto, a veterinária reforça que o tutor deve retirar imediatamente o acessório.

"Se ver que o animal não está confortável com determinado acessório, não forçar o animal, porque isso pode acabar gerando estresse. O animal pode apresentar salivação excessiva, taquicardia. Então sempre observar esses sinais de desconforto."

Atenção aos sinais

Os sintomas costumam ser facilmente percebidos pelos tutores e indicam que o animal precisa ser retirado do ambiente agitado.

"Os sinais mais comuns são tremores, respiração ofegante e excessiva, salivação muito intensa e tentativa de fuga. O animal começa a tentar se esconder, apresenta comportamento apático, não come, não se alimenta e fica choramingando", alerta a veterinária.

Copa do Mundo: veja como proteger seus pets durante os jogos
📷 |The Spruce Pets / Reprodução

Ela ressalta que, nos gatos, os comportamentos costumam ser ainda mais evidentes.

"Os gatos são mais sensíveis à questão dos fogos, dos gritos e até da presença de outras pessoas no ambiente. Eles ficam escondidos por períodos muito longos, ficam com as pupilas dilatadas, apresentam falta de apetite, podem ficar agressivos, com as orelhas para trás e vocalizam muito."

Tainá reforça que alguns sintomas exigem atendimento veterinário imediato.

"Sempre procurar atendimento veterinário quando tiver convulsões, desmaios, quando perceber que o animal está apresentando dificuldade respiratória ou quando viu que ele comeu um alimento diferente, ingeriu bebida alcoólica ou houver suspeita de intoxicação."

Comemoração segura para os pets

Para evitar problemas durante os jogos, a veterinária orienta que os tutores preparem previamente um ambiente seguro e tranquilo para os animais.

"Preparar um local tranquilo e aconchegante para os animais, colocando comida e água disponíveis, longe de todo barulho, fogos, gritos e da movimentação intensa."

Também é importante impedir fugas. "Sempre ter as portas e as janelas fechadas para evitar a fuga desses animais e evitar qualquer tipo de acidente. Manter também a identificação atualizada, colocando uma coleira com identificação", orienta a médica.

Outra orientação da profissional é impedir que visitantes ofereçam alimentos inadequados aos pets.

"Evitar também expor esses animais à questão de fogos de artifício e muito barulho. Não oferecer alimentos e não deixar que outras pessoas ofereçam alimentos que não sejam ração ou petiscos próprios para os animais."

Por fim, ela destaca que animais mais sensíveis precisam de acompanhamento antes mesmo das comemorações.

"Se tiver um animal muito sensível, que já tenha um histórico, que tenha problemas respiratórios ou que seja cardiopata, sempre conversar com o médico-veterinário para ter as orientações necessárias. Qualquer dúvida, o tutor deve entrar em contato com o veterinário para receber todo o suporte antes de expor o animal a essas datas festivas", conclui Tainá Barbosa.

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