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RESTRIÇÃO

Trump revoga vistos de quase 30 autoridades latino-americanas

Medida anunciada pelo governo dos EUA atinge pessoas de quatro países e cita corrupção e narcotráfico como justificativas

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Imagem ilustrativa da notícia Trump revoga vistos de quase 30 autoridades latino-americanas camera O presidente Donald Trump divulgou a lista de restrição | Reprodução/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (28) novas restrições de entrada contra 27 pessoas ligadas a países da América Latina. A lista reúne autoridades, ex-integrantes de governos, empresários e familiares de alguns dos atingidos. Segundo o Departamento de Estado americano, a iniciativa está relacionada a acusações de corrupção e narcotráfico.

Os alvos são de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, países que participam da coalizão chamada “Escudo das Américas”, criada pelo governo de Donald Trump para ampliar a cooperação regional em ações contra o tráfico de drogas, o crime organizado e outras ameaças à segurança.

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De acordo com o governo americano, as restrições fazem parte de uma política voltada a estrangeiros que, segundo Washington, utilizam corrupção ou atividades relacionadas ao narcotráfico para prejudicar governos democraticamente eleitos. A medida pode resultar na revogação de vistos já existentes ou na impossibilidade de obter o documento.

A maior parte da lista está na Bolívia. Entre os nomes citados pelo Departamento de Estado está Roger Mariaca, procurador-geral boliviano, eleito para um mandato de seis anos em 2024. Washington acusa Mariaca de ter usado o cargo para solicitar e receber subornos relacionados ao narcotráfico e de ter contribuído para que criminosos escapassem da Justiça.

Mariaca contestou a decisão e afirmou que a medida representa uma forma de pressão política sobre seu trabalho. O procurador disse que pretende continuar conduzindo investigações, inclusive uma envolvendo o estrategista argentino Fernando Cerimedo, que tem ligação com integrantes do círculo político de Trump.

Além do procurador-geral, a relação inclui procuradores, juízes, um ex-ministro da Justiça, um integrante do Tribunal Constitucional e um coronel da polícia boliviana. Parte dessas pessoas já possuía visto americano, enquanto outras foram declaradas inelegíveis para obter o documento caso façam uma solicitação.

Na Colômbia, as medidas atingem o empresário Euclides Antonio Torres Romero e a senadora Martha Isabel Peralta Epieyú. O empresário atua em diferentes setores, incluindo energia, iluminação pública e sinalização de trânsito. Já Peralta é integrante do Pacto Histórico e do Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS).

O Departamento de Estado também incluiu dois cidadãos do Equador e o juiz constitucional peruano Juan Carlos Núñez Matos entre os alvos da política anunciada. Apesar da divulgação, pelo menos por enquanto, não há brasileiros na relação divulgada.

A decisão ocorre após uma série de contatos entre Washington e governos da região. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, esteve neste mês na Colômbia, no Equador e no Peru, onde tratou de iniciativas relacionadas ao combate ao tráfico de drogas e de pessoas.

A administração Trump apresenta as restrições de vistos como parte de uma estratégia mais ampla para combater corrupção, narcotráfico e organizações criminosas no continente.

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O Departamento de Estado afirmou que pessoas consideradas envolvidas nessas práticas não serão autorizadas a entrar nos Estados Unidos. A legislação americana permite ao secretário de Estado restringir a entrada de estrangeiros quando houver informações consideradas confiáveis sobre envolvimento em corrupção significativa ou determinadas violações de direitos humanos.

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