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VOO DE ENTREGA

Falha hidráulica faz A330 da Azul sair da pista

Aeronave Airbus A330 da Azul, que seguia da China para o Brasil sem passageiros, apresenta problema hidráulico no pouso em Fairbanks; tripulação não se feriu.

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Imagem ilustrativa da notícia Falha hidráulica faz A330 da Azul sair da pista camera Airbus A330 da Azul sai da pista no Alasca após falha no trem de pouso durante voo de entrega da China para o Brasil. Aeronave estava sem passageiros e os três tripulantes não ficaram feridos. | Divulgação/Azul Linhas Aéreas

Um Airbus A330 da Azul saiu da pista principal do Aeroporto Internacional de Fairbanks, no Alasca, após apresentar uma falha no sistema hidráulico durante o pouso nesta operação de traslado entre a China e o Brasil. A aeronave de matrícula PR-AHD estava em voo de entrega, sem passageiros a bordo, e transportava apenas três tripulantes, que não sofreram ferimentos.

O incidente ocorreu durante uma parada técnica para abastecimento no aeroporto norte-americano. Segundo relatos iniciais, um dos trens de pouso não teria assumido a posição correta, ficando inclinado em aproximadamente 45 graus em relação ao eixo da aeronave, comprometendo a estabilidade do avião durante a aterrissagem.

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A falha hidráulica afetou diretamente o funcionamento do trem de pouso do Airbus A330 da Azul, fazendo com que o avião perdesse estabilidade na fase final do pouso. Com o equipamento desalinhado, a aeronave ultrapassou os limites da pista principal e parou fora da área pavimentada.

Apesar do susto, as primeiras avaliações apontaram apenas danos considerados leves na estrutura do avião. Como o voo era de traslado, não havia passageiros no interior da aeronave, reduzindo os riscos durante a ocorrência.

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Inicialmente, a administração do Aeroporto de Fairbanks informou que se tratava de uma aeronave cargueira. No entanto, após a identificação oficial, foi confirmado que o avião era um Airbus A330-200 configurado para transporte de passageiros.

O jato havia pertencido anteriormente à American Airlines e estava passando por um processo de preparação para integrar a frota da Azul, incluindo pintura externa, manutenção geral, atualização da cabine e adaptação do interior ao padrão operacional da companhia brasileira.

AEROPORTO FECHA PISTA PARA RETIRADA DA AERONAVE

A saída de pista do Airbus A330 da Azul provocou a interdição temporária de uma das principais pistas do Aeroporto Internacional de Fairbanks. Equipes de emergência, técnicos aeroportuários e representantes da companhia aérea atuaram para garantir a segurança da operação.

Durante o trabalho de recuperação, foram realizados procedimentos como estabilização do avião, retirada segura do combustível remanescente e preparação para o reboque da aeronave.

A pista permaneceu fechada por algumas horas até que o A330 fosse completamente removido e o pavimento passasse por inspeção. Segundo a administração aeroportuária, os impactos operacionais foram reduzidos. Apenas um voo da Alaska Airlines precisou alterar o planejamento, retornando para Anchorage após não conseguir pousar em Fairbanks.

Em comunicado posterior, o aeroporto informou que a aeronave havia sido retirada com segurança e que as operações estavam normalizadas, sem registro de danos relevantes à infraestrutura.

AZUL AVALIA PREJUÍZOS E POSSÍVEL ATRASO NA ENTREGA DO AVIÃO EM OPERAÇÃO

O incidente representa um contratempo para o planejamento internacional da Azul, já que o Airbus A330 da Azul faz parte da estratégia de expansão da frota de longo curso da companhia. O PR-AHD estava sendo preparado para operar rotas internacionais de grande autonomia, segmento em que a empresa utiliza aeronaves de fuselagem larga e disputa mercado com outros modelos, como o Airbus A330-300 e o Airbus A330neo.

Antes do voo de entrega, o avião havia recebido a nova identidade visual da Azul e passava por uma série de adaptações internas. O processo envolve ajustes nos sistemas hidráulicos, elétricos e de pressurização, além da reorganização da cabine, poltronas e áreas de serviço. A aeronave faz parte de uma estratégia semelhante à aquisição de outros aviões usados provenientes de companhias como TAP Air Portugal e Iberia, que passam por processos de adequação antes de entrarem em operação comercial.

Agora, técnicos da Azul deverão realizar uma inspeção detalhada no trem de pouso, na parte inferior da fuselagem e nos componentes relacionados ao sistema hidráulico. Esses equipamentos são fundamentais para funções como acionamento dos freios, movimentação dos flaps e operação do trem de pouso. Qualquer dano estrutural identificado poderá alterar o cronograma de entrada do avião na malha internacional da empresa.

INVESTIGAÇÃO DEVE ANALISAR SISTEMAS E HISTÓRICO DE MANUTENÇÃO

Mesmo sem vítimas, o caso envolvendo o Airbus A330 da Azul deve ser acompanhado por autoridades de aviação e especialistas do setor. A investigação deverá analisar dados de voo, registros de manutenção e possíveis alertas emitidos pelos sistemas eletrônicos da aeronave.

O episódio chama atenção para os desafios envolvidos na transferência de aeronaves usadas entre companhias aéreas. Antes de assumir uma nova identidade operacional, um avião passa por etapas que incluem atualização de sistemas, adaptações físicas e adequações aos padrões do novo operador.

Especialistas avaliam que falhas em componentes hidráulicos, especialmente durante pousos em voos de longa distância, reforçam a necessidade de inspeções rigorosas em aeronaves que passam por processos de transferência entre empresas.

INCIDENTE PODE INFLUENCIAR PLANEJAMENTO DA FROTA INTERNACIONAL

Para a Azul, os próximos passos envolvem concluir a análise interna do ocorrido, definir o reparo necessário e alinhar os procedimentos com seguradoras e oficinas especializadas.

Enquanto o PR-AHD não estiver liberado para operação comercial, a companhia poderá precisar reorganizar parte da programação internacional e avaliar alternativas com outros aviões de grande porte.

A forma como a empresa conduzirá a recuperação do Airbus A330 da Azul será determinante para medir os impactos comerciais do episódio e a previsão de entrada da aeronave nas rotas internacionais brasileiras.

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