Em meio a um cenário de instabilidade crescente no Oriente Médio, cada novo ataque amplia o clima de tensão e coloca em xeque qualquer sinal de trégua, enquanto líderes globais tentam equilibrar discursos diplomáticos e ações militares.
Ao menos quatro pessoas ficaram feridas após um míssil iraniano atingir Tel Aviv na última segunda-feira (23). O ataque ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciar uma pausa de cinco dias em ofensivas contra o Irã e de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar que manteria as ações militares.
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Segundo informações das autoridades israelenses, a ogiva que conseguiu atravessar o sistema de defesa tinha cerca de 100 quilos de explosivos e provocou uma cratera na região central da cidade. Imagens mostram carros destruídos e danos a pelo menos três edifícios residenciais.
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FERIMENTOS LEVES
De acordo com o serviço de emergência Magen David Adom, as vítimas em Tel Aviv tiveram ferimentos leves e foram atendidas no local. A maioria dos moradores conseguiu se abrigar em bunkers, o que reduziu o número de feridos.
Outro incidente foi registrado em Haifa, onde uma pessoa ficou ferida após pisar em fragmentos de míssil. Sirenes de alerta foram acionadas em diferentes regiões do país ao longo do dia.
IRÃ DESMENTE TRUMP
O ataque ocorre em meio a versões divergentes sobre uma possível trégua. Trump afirmou ter determinado a suspensão de ofensivas contra infraestruturas energéticas iranianas, condicionando a medida ao avanço de negociações. Segundo ele, as conversas com o Irã teriam sido “produtivas” e poderiam levar ao fim do conflito.
Por outro lado, veículos estatais iranianos negaram a existência de negociações diretas com os Estados Unidos. O governo israelense também contestou a ideia de trégua, classificando o anúncio como tentativa de influenciar o mercado do petróleo.
ULTIMATO E PROMESSA DE RETALIAÇÃO
Nos últimos dias, a escalada de ameaças se intensificou. Trump chegou a dar um ultimato ao Irã envolvendo o estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, ameaçando ataques a instalações energéticas.
O Irã, por sua vez, afirmou que poderia retaliar ampliando o conflito no Golfo Pérsico e já realizou ataques a países vizinhos que abrigam bases militares americanas, como Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Analistas avaliam que a resistência iraniana tem frustrado expectativas de uma resolução rápida. Segundo especialistas em relações internacionais, o país ainda mantém capacidade de realizar ataques estratégicos, mesmo com redução na intensidade das ofensivas.
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