A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar nesta segunda-feira (2), após declarações da Força Quds, unidade ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária do Irã. O grupo afirmou que os responsáveis pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, “não estarão seguros nem mesmo em casa”.
A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em discurso em Washington que confia na vitória americana na ofensiva contra Teerã.
Ataques no Estreito de Ormuz
Horas antes, a Guarda Revolucionária informou ter iniciado uma nova fase de ataques com o uso de mísseis e drones. Segundo o comunicado, o petroleiro Athen Nova foi atingido no Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de petróleo.
O aumento das ações militares ocorre em meio à escalada do confronto entre os dois países, com impactos diretos no mercado internacional de energia e na segurança da navegação na região do Golfo.
Discurso na Casa Branca
Em pronunciamento na Casa Branca, Trump declarou que a ofensiva representa “a última e melhor chance” para neutralizar o que chamou de ameaça do governo iraniano. O presidente estimou que o conflito pode se estender por “quatro ou cinco semanas ou mais”.
Segundo ele, os objetivos da operação incluem:
- Destruir o arsenal de mísseis do Irã;
- Desmantelar a Marinha iraniana;
- Impedir o avanço do programa nuclear do país;
- Interromper o financiamento a grupos armados no Oriente Médio.
Trump também afirmou que os Estados Unidos não pretendem retomar negociações com Teerã neste momento. Os dois países vinham mantendo diálogo sobre um possível acordo de não proliferação nuclear.
Durante o evento, realizado para homenagear veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, o presidente informou que quatro militares norte-americanos morreram desde o início da ofensiva. Outros 18 estariam em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a CNN Internacional.
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Programa nuclear e acordo anterior
Trump voltou a criticar o acordo nuclear firmado na gestão do ex-presidente Barack Obama com o governo iraniano, do qual os Estados Unidos se retiraram. O atual presidente declarou que o Irã estaria tentando retomar o desenvolvimento de armas nucleares e ampliando seu programa de mísseis.
O líder norte-americano afirmou ainda que novas ações militares contra o Irã devem ocorrer nos próximos dias.
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