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OCEANO ATLÂNTICO

Furacão Melissa é confirmado como o mais intenso da história

Furacão Melissa, o mais intenso do Atlântico, atingiu 305 km/h e causou destruição no Caribe, com 95 mortes e prejuízos de US$ 8,8 bilhões.

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Imagem ilustrativa da notícia Furacão Melissa é confirmado como o mais intenso da história camera Melissa alcançou o pico de intensidade em 28 de outubro de 2025, quando estava a aproximadamente 65 quilômetros ao sul-sudoeste da Jamaica. | (NOAA)

Fenômenos naturais são mais propensos de ocorrer durante mudanças climáticas, o que gera grande tensão em diferentes partes do mundo.

O furacão Melissa entrou para a história como o mais intenso já registrado no Oceano Atlântico. A informação consta no relatório final divulgado nesta semana pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), órgão responsável pelo monitoramento de ciclones tropicais na bacia atlântica.

De acordo com o documento, o sistema atingiu ventos máximos sustentados de 190 milhas por hora (cerca de 305 km/h), empatando no topo da lista dos mais fortes já observados na região em termos de vento sustentado. Com isso, Melissa se iguala ao Furacão Allen, que também alcançou 306 km/h em 1980. Ambos passam a dividir o posto de ciclones mais potentes já registrados no Atlântico.

Logo atrás aparecem o Furacão do Dia do Trabalho, o Furacão Gilbert, o Furacão Wilma e o Furacão Dorian, todos com picos de 298 km/h.

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Melissa alcançou o pico de intensidade em 28 de outubro de 2025, quando estava a aproximadamente 65 quilômetros ao sul-sudoeste da Jamaica. Pouco depois, tocou terra na ilha como um furacão de Categoria 5, com ventos de 185 mph (cerca de 298 km/h), estabelecendo um novo recorde nacional. Os ventos no momento do impacto igualaram marcas históricas associadas a eventos como o Dorian e o furacão de 1935, considerados entre os mais violentos já registrados na bacia atlântica.

A pressão mínima central do sistema caiu para 892 milibares, empatando com o furacão de 1935 como a terceira menor já medida na região. A intensidade foi confirmada por dados de reconhecimento aéreo, imagens de satélite e medições realizadas por aviões caçadores de tempestades da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e da Reserva da Força Aérea dos Estados Unidos.

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Durante uma das missões, uma sonda registrou uma rajada instantânea de 252 mph (406 km/h), a mais forte já medida por esse tipo de instrumento em qualquer ciclone tropical no mundo. O recorde anterior pertencia ao Tufão Megi, que havia alcançado 382 km/h em 2010.

A força extrema do Melissa provocou destruição generalizada no Caribe. A maré de tempestade elevou o nível do mar entre 2,1 e 3,3 metros na costa sudoeste da Jamaica. O volume de chuva ultrapassou 890 milímetros no sul do Haiti e passou de 800 milímetros em áreas montanhosas jamaicanas, causando enchentes catastróficas e deslizamentos de terra.

O balanço final aponta ao menos 95 mortes na região, sendo 45 na Jamaica e 43 no Haiti. Os prejuízos econômicos apenas na Jamaica foram estimados em US$ 8,8 bilhões, o equivalente a cerca de 41% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o relatório.

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