No delicado jogo da diplomacia internacional, a exposição de comunicações privadas entre líderes pode gerar embaraço e agravar crises. Nesta terça-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou mensagens enviadas a ele por Emmanuel Macron, presidente da França, e por Mark Rutte, secretário-geral da Otan, gerando mal-estar entre aliados.
“Mal posso esperar para vê-lo”, escreveu Rutte em uma das mensagens reproduzidas por Trump, em referência a encontros sobre a Groenlândia, cujo controle tem sido tema de tensão entre EUA e Europa.
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Macron, por sua vez, expressou preocupação com o interesse americano na ilha ártica, embora tenha mantido tom cordial nas mensagens privadas. Ele ainda sugeriu estender a viagem de Trump ao Fórum Econômico Mundial em Davos para incluir uma reunião do G7, convidando líderes da Ucrânia, Dinamarca, Síria e Rússia, além de propor um jantar na França.
A divulgação desses textos pela rede social Truth Social quebra protocolos diplomáticos, expondo intenções e discussões que não haviam sido compartilhadas publicamente. A Groenlândia, protegida pela Otan, aparece como ponto crítico, com os EUA insistindo na compra do território alegando preocupações com Rússia e China, enquanto a Dinamarca reforça que qualquer ação militar americana poderia colocar a aliança em risco.
Além disso, Trump aumentou a tensão com a França ao ameaçar aplicar tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhe importados, depois que Macron rejeitou seu convite para integrar o polêmico Conselho de Paz para Gaza. Autoridades francesas qualificaram a medida como “inaceitável e ineficiente”.
O vazamento inclui ainda mensagens enviadas ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, nas quais Trump menciona que não se sente mais obrigado a priorizar a paz, citando a ausência de um Nobel da Paz em 2025.
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Enquanto líderes europeus tentam reduzir o atrito, como mostram mensagens coassinadas por Støre e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, a decisão de Trump de tornar públicas as conversas privadas evidencia o impacto que a divulgação de informações sensíveis pode ter nas relações internacionais.
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