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44,2 MILHÕES DE TONELADAS

Brasil se torna o 2º maior fornecedor de petróleo da China em 2026

País exportou 44,29 milhões de toneladas de petróleo bruto ao mercado chinês entre janeiro e setembro de 2026, atrás apenas da Rússia

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Imagem ilustrativa da notícia Brasil se torna o 2º maior fornecedor de petróleo da China em 2026 camera Vendas brasileiras cresceram 18% em setembro. | André Motta de Souza / Agência Petrobras

Em 2026, o Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto da China, um dos maiores importadores do produto no mundo. O país asiático consome mais de 15 milhões de barris por dia e depende do mercado externo para cerca de 70% do abastecimento, o que faz a demanda chinesa um fator importante para os preços globais do petróleo e, consequentemente, para a economia mundial.

Dados alfandegários divulgados nesta terça-feira (20/10) mostram que, entre janeiro e setembro, as importações chinesas de petróleo brasileiro somaram 44,29 milhões de toneladas, superando as exportações sauditas para o país, que totalizaram 43,12 milhões de toneladas no período.

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Ainda segundo os dados, somente em setembro, o Brasil exportou 5,15 milhões de toneladas de petróleo bruto para a China, volume equivalente a 1,25 milhão de barris por dia (bpd). De acordo com as autoridades, o resultado representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na direção contrária, as exportações sauditas para o mercado chinês recuaram 62% na comparação anual, totalizando 2,70 milhões de toneladas, ou 660 mil barris por dia. Atualmente, o país é o segundo maior produtor de petróleo do mundo.

Já a liderança do ranking continua com a Rússia, que exportou 9,94 milhões de toneladas de petróleo para a China em setembro, o equivalente a 2,42 milhões de barris por dia. O volume representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na quarta posição, o Iraque exportou 4,84 milhões de toneladas de petróleo para o mercado chinês em setembro, o equivalente a 1,18 milhão de barris por dia.

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Além do crescimento das exportações brasileiras em setembro, os dados alfandegários mostraram outra novidade. De acordo com os registros, no mesmo período, a China não importou petróleo bruto dos Estados Unidos, da Venezuela ou do Irã, nações que antes representavam uma fatia crítica da segurança energética chinesa.

De acordo com análises de economistas, a ausência de exportações dos Estados Unidos e da Venezuela teria relação com mudanças nas relações comerciais entre os países, além de sanções e alterações no controle e no direcionamento da produção e das vendas externas.

Já no caso do Irã, é resultado do bloqueio naval e da operação americana denominada “Economic Outcast”, que interrompeu o envio de petróleo ao mercado internacional.

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