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FALHAS NA MANUTENÇÃO

Doze viram réus por queda de avião da Voepass 

Denúncia do MPF aponta falhas na manutenção, uso de peças sem rastreabilidade e pressão para ocultar problemas nas aeronaves envolvidas no acidente

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Imagem ilustrativa da notícia Doze viram réus por queda de avião da Voepass  camera Avião da empresa Voepass decolando no aeroporto de Guarulhos-SP | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou 12 pessoas ligadas à companhia aérea Voepass rés pelo acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, em 9 de agosto de 2024.

Os denunciados responderão por crimes relacionados à segurança do transporte aéreo e à ocorrência de sinistro aéreo. De acordo com o MPF, as irregularidades investigadas envolvem não apenas as circunstâncias que levaram à queda, mas também práticas internas da empresa que priorizavam a redução de custos e a manutenção das operações em detrimento da segurança.

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Entre os réus estão integrantes da alta administração da Voepass, incluindo pessoas que ocupavam cargos de direção e chefia na época do acidente. Conforme a acusação, decisões tomadas por esses responsáveis contribuíram para a criação das condições que resultaram na queda do avião ATR 72-500, de prefixo PS-VPB.

Outros dois funcionários, que não exerciam funções de comando, também foram incluídos no processo. Segundo o Ministério Público, a atuação deles teve participação direta nos acontecimentos relacionados ao voo. Já quatro pessoas indiciadas pela Polícia Federal firmaram acordos de não persecução penal e, por esse motivo, não foram incluídas na denúncia.

As investigações apontaram que os denunciados adotavam práticas voltadas à redução de despesas e à continuidade das operações, mesmo diante de situações que poderiam colocar em risco passageiros e tripulantes. Para o MPF, essas condutas faziam parte de uma rotina organizacional que comprometia a segurança dos voos.

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Entre os problemas identificados estavam registros de manutenção falsos, reparos considerados precários e utilização de peças de baixa qualidade, sem documentação que permitisse rastrear sua origem. As apurações também indicaram que funcionários sofriam pressão para deixar de registrar falhas nos livros de ocorrência, tanto durante os voos quanto nas inspeções realizadas em solo.

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