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Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026

Norte e Nordeste estão entre as regiões com previsão de chuvas abaixo da média; especialistas alertam para o calor e o risco de prolongamento da estiagem

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Imagem ilustrativa da notícia Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026 camera A previsão de calor será ainda mais intensa em função do El Niño | Divulgação

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial está avançando e pode fazer de 2026 um ano marcado por um dos episódios mais intensos do El Niño já registrados. Projeções meteorológicas apontam dezembro como o período mais provável para o auge do fenômeno, que deve continuar influenciando as condições climáticas no início de 2027.

A previsão, no entanto, ainda depende da evolução das temperaturas oceânicas e da interação entre o mar e a atmosfera. Por isso, não é possível afirmar antecipadamente que o episódio estabelecerá um recorde absoluto de intensidade.

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O fenômeno ocorre quando as águas superficiais de parte do Pacífico equatorial permanecem mais quentes do que o habitual. Essa alteração modifica a circulação atmosférica e interfere na distribuição das chuvas, com consequências diferentes conforme a região do planeta.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o El Niño continua se fortalecendo. Em boletim divulgado em 8 de outubro, a agência estimou em 83% a probabilidade de o episódio superar a intensidade de eventos anteriores no período de outubro a dezembro, segundo o indicador utilizado pela instituição.

Os efeitos previstos para o território brasileiro não são uniformes. As projeções conjuntas de órgãos meteorológicos nacionais indicam maior probabilidade de chuvas acima da média em partes da Região Sul, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam uma perspectiva de precipitações mais escassas.

O cenário exige atenção especial nas áreas em que a redução das chuvas pode prolongar a estação seca. A combinação de vegetação ressecada, temperaturas elevadas e demora na chegada das precipitações aumenta a preocupação com incêndios florestais e queimadas.

No Pará e em outros estados da Amazônia Legal, o comportamento das chuvas nos próximos meses será importante para a recuperação da umidade do solo e da vegetação. A previsão de precipitações abaixo da média pode dificultar essa transição para o período chuvoso, embora a intensidade dos efeitos dependa das condições meteorológicas de cada localidade.

O calor também está entre os pontos de atenção. As projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam temperaturas acima da média em grande parte do país durante o período analisado.

Por que o El Niño preocupa os meteorologistas

A intensidade do fenômeno é acompanhada por medições da temperatura do mar em áreas específicas do Pacífico. Esses dados ajudam a estimar sua evolução e a avaliar possíveis efeitos sobre o clima mundial.

Em eventos fortes, as mudanças na circulação atmosférica podem favorecer períodos de seca em determinadas regiões e episódios de chuva intensa em outras. No Brasil, essa diferença regional exige acompanhamento das previsões locais, porque o fenômeno não provoca os mesmos efeitos em todos os estados.

Também é importante distinguir previsão climática de previsão do tempo. A primeira indica tendências para períodos de semanas ou meses, enquanto a segunda detalha as condições esperadas para dias específicos. Assim, a perspectiva de um El Niño intenso não significa que todas as localidades enfrentarão necessariamente seca, tempestades ou calor extremo.

Efeitos podem continuar em 2027

Mesmo que o fenômeno alcance seu ponto máximo em dezembro, a influência sobre o clima não termina automaticamente com a virada do ano. A NOAA considera provável que condições de El Niño forte ou muito forte persistam até o trimestre de janeiro a março de 2027.

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A evolução posterior dependerá do comportamento das águas do Pacífico e das mudanças na atmosfera. Até lá, os órgãos de monitoramento devem atualizar as projeções conforme novos dados forem registrados. Essas revisões serão fundamentais para identificar as áreas mais suscetíveis à estiagem, às temperaturas elevadas e aos episódios de chuva intensa.

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