Uma das declarações feitas pelo candidato à Presidência da República do Brasil, Renan Santos (Missão), durante o debate presidencial realizado neste domingo (23/08) acabou tomando um rumo inesperado. Nesta segunda-feira (24/08), um advogado filiado ao Psol apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o candidato, alegando que ele teria cometido injúria eleitoral contra a primeira-dama Janja da Silva.
Durante o encontro entre os candidatos, Renan Santos criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, e fez referências à primeira-dama. Em determinado momento, ele afirmou que Lula teria ficado com “aquela Janja”. Na sequência, declarou que o presidente “ou tá bêbado ou tá com a Janja”. “Melhor ficar bêbado”, acrescentou.
Conteúdos relacionados:
- Educação antirracista é tema de seminário em Belém
- Filho deserdado ainda deve cuidar do pai? Entenda a lei
- RBA define ordem e regras de entrevistas dos candidatos ao governo do Pará
Na representação apresentada ao MPE, o advogado Olímpio Rocha afirmou que a declaração teria usado Janja como elemento de constrangimento e ridicularização em meio ao confronto político.
Segundo Rocha, Renan “utilizou uma mulher como instrumento de humilhação e escárnio, construindo sua agressão política contra um adversário a partir da premissa de que a companhia de sua esposa seria algo depreciativo, desagradável ou indigno a ponto de ser preferível a embriaguez”.
Diante da situação, o advogado solicitou que o Ministério Público Eleitoral apure a conduta do candidato do Missão e avalie a ocorrência de injúria eleitoral.
Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
Porém, vale ressaltar que a notícia-crime não significa que Renan Santos será automaticamente processado. Caberá ao MPE analisar o pedido, decidir se há elementos para instaurar uma investigação e, posteriormente, avaliar as medidas que poderão ser adotadas.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar