O ciclone-bomba que atingiu o Rio Grande do Sul na noite da última quinta-feira (06/08) deixou uma pessoa morta, três feridos e provocou estragos em pelo menos 94 municípios gaúchos. O fenômeno, formado no Uruguai e intensificado sobre o estado nesta sexta-feira (07/08), trouxe rajadas de vento que chegaram a 132 km/h, além de tempestades, quedas de árvores, postes e danos em imóveis.
De acordo com a Defesa Civil estadual, o óbito registrado até o momento ocorreu no município de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido por uma árvore que caiu durante o temporal no Km 41 da RS-124.
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TEMPORAL PROVOCA DESTRUIÇÃO EM CIDADES GAÚCHAS

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, informou que as equipes contabilizaram três pessoas feridas e confirmaram a morte registrada em Montenegro, que teria relação com os efeitos do temporal.
"Infelizmente, três feridos foram registrados. E tivemos, agora pela manhã, a informação de um óbito, que, provavelmente, está relacionado a esse evento no município de Montenegro", afirmou o coronel em entrevista à Rádio Gaúcha.
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Além da ocorrência com a vítima fatal, a passagem do ciclone-bomba causou diversos transtornos em cidades do estado. Em Montenegro, os ventos fortes provocaram danos principalmente na região central, com registros de destelhamentos, quedas de árvores e postes, além de prejuízos em estabelecimentos comerciais.
TORNADO É REGISTRADO ENTRE PEDRO OSÓRIO E PELOTAS

A passagem do ciclone-bomba trouxe condições favoráveis para a formação de fenômenos severos no estado. Na tarde da quinta-feira, um tornado foi registrado entre o município de Pedro Osório e a região de Pelotas.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil acompanharam os impactos provocados pelo fenômeno natural. Imagens registradas por moradores mostraram a intensidade da instabilidade atmosférica durante a passagem do sistema.
O tornado ocorreu em meio ao avanço de uma área de baixa pressão associada ao ciclone extratropical, que ganhou força rapidamente e passou a influenciar o clima em todo o Rio Grande do Sul.
VENTOS ULTRAPASSARAM 100 KM/H EM VÁRIAS REGIÕES
Segundo levantamento da MetSul Meteorologia, as rajadas mais intensas foram registradas em Porto Alegre, onde os ventos alcançaram 132 km/h. Outras cidades também tiveram marcas elevadas:
- Porto Alegre: 132 km/h
- Capela de Santana: 117 km/h
- São Pedro do Sul: 117 km/h
- Picada Café: 114 km/h
- São Gabriel: 113 km/h
- Rolante: 112 km/h
- Eldorado do Sul: 107 km/h
- São Lourenço do Sul: 107 km/h
- Campo Bom: 99 km/h
- Pinheiro Machado: 98 km/h
- Maçambará: 98 km/h
Imagens registraram a força do fenômeno em municípios como Pelotas, na Zona Sul do estado, e Pedro Osório, onde também houve relatos de impactos causados pelo sistema meteorológico.
FRIO INTENSO CHEGA APÓS PASSAGEM DO CICLONE
Após a atuação do ciclone-bomba, o Rio Grande do Sul passou a enfrentar uma queda acentuada nas temperaturas. Em diversas regiões, os termômetros ficaram abaixo dos 5°C, com possibilidade de geada em áreas da Metade Sul do estado.
Entre a Campanha e o sudeste da Serra, as temperaturas mínimas devem se aproximar de zero grau, com possibilidade de marcas negativas. Mesmo durante a tarde, o frio permanece nessas áreas, com máximas próximas de 14°C.
Na Metade Norte, o tempo tende a melhorar gradualmente, com predomínio do sol e elevação das temperaturas, que podem variar entre 17°C e 19°C.
ENTENDA COMO FUNCIONA O CICLONE-BOMBA

O ciclone-bomba é uma variação de um ciclone extratropical que passa por um processo de intensificação muito rápido. O fenômeno ocorre quando uma massa de ar frio vinda do Sul encontra uma massa de ar quente, provocando um forte contraste térmico na atmosfera.
Esse choque faz o ar quente subir rapidamente, formando uma área de baixa pressão que atrai os ventos ao redor e cria o movimento característico em formato de espiral.
O nome "bomba" está relacionado à velocidade com que o sistema ganha força. O fenômeno é considerado explosivo quando a pressão central do ciclone diminui cerca de 24 milibares em menos de 24 horas.
FENÔMENO AVANÇA COM FRENTE FRIA E MANTÉM ALERTA NO SUL
Com a intensificação do ciclone-bomba, uma frente fria avançou pela Região Sul trazendo ventos fortes, tempestades e mudanças bruscas no clima. Além do Rio Grande do Sul, áreas do interior gaúcho também registraram impactos provocados pela instabilidade.
A Defesa Civil segue acompanhando a situação e orienta a população a permanecer atenta aos alertas meteorológicos, principalmente em áreas com risco de queda de árvores, destelhamentos e rajadas intensas de vento.
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