Um acidente envolvendo uma criança ocorrido três meses antes da morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas trouxe novos elementos para as investigações sobre a segurança das atividades de rope jump realizadas na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
As imagens, divulgadas no último domingo (5), mostram que um menino de nove anos também sofreu uma queda durante um salto promovido pela mesma equipe responsável pela atividade que terminou em tragédia em junho.
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De acordo com a reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, o garoto caiu durante a descida, mas o impacto foi amenizado porque ele já estava preso à corda e realizava o movimento pendular característico da modalidade. A criança sofreu apenas escoriações nos joelhos e não teve ferimentos graves.
As imagens indicam que o equipamento utilizado no salto pertencia à empresa responsável pela atividade em que Maria Eduarda, de 21 anos, morreu no último dia 13 de junho. Na ocasião, a jovem foi lançada da ponte sem estar conectada ao sistema de segurança, caindo de grande altura.
A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo concluiu que a ausência da conexão entre a vítima e a corda de segurança foi determinante para o desfecho fatal. No entendimento da autoridade policial, a falha não pode ser tratada como um simples acidente, já que eliminou qualquer possibilidade de proteção durante o salto.
Com o encerramento do inquérito, três instrutores foram indiciados por homicídio qualificado com dolo eventual. Nessa modalidade, a acusação entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte ao permitir a realização da atividade sem a adoção de todos os procedimentos de segurança necessários.
O procedimento agora será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia à Justiça. Caso isso ocorra e a acusação seja aceita pelo Judiciário, os três investigados passarão à condição de réus e responderão ao processo criminal.
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As defesas dos instrutores contestam o enquadramento jurídico adotado pela Polícia Civil. Os advogados sustentam que o episódio foi uma fatalidade e defendem que o caso seja tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco pelo resultado.
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