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MERCADO AUTOMOTIVO

Fuja deles: os cinco carros mais difíceis de revender

Cor, marca, origem e até a blindagem podem influenciar diretamente na desvalorização de um veículo usado

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Imagem ilustrativa da notícia Fuja deles: os cinco carros mais difíceis de revender camera Além do estado de conservação, fatores como cor, marca e origem do veículo influenciam o valor e a facilidade de revenda no mercado de usados. | ( Reprodução Freepik)

Na hora de comprar um carro usado, muitos consumidores pensam não apenas no veículo que desejam dirigir, mas também na facilidade para revendê-lo no futuro. Nesse cenário, algumas características podem tornar a negociação mais difícil e aumentar a desvalorização do automóvel.

Embora a escolha de um carro deva considerar o perfil e as necessidades do motorista, especialistas do mercado apontam que determinados modelos e configurações costumam ter menor procura, o que impacta diretamente no preço de revenda.

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Cores influenciam na procura

A cor do veículo é um dos fatores que mais pesam na preferência dos compradores.

Atualmente, tons neutros como preto, prata, cinza e branco estão entre os mais valorizados no mercado de seminovos e usados. O branco, que já enfrentou resistência no passado, ganhou espaço, especialmente nas versões perolizadas.

O azul também costuma ter boa aceitação quando aparece em tonalidades discretas. Já cores mais chamativas, como vermelho, amarelo, laranja, verde e dourado, costumam restringir o público interessado e podem dificultar a venda.

Importados exigem mais atenção

Carros importados costumam despertar interesse pelo acabamento e pelo status, mas a revenda pode ser mais complicada.

O principal motivo é o custo de manutenção. Muitas peças precisam ser importadas, ficando sujeitas à variação cambial, além de nem todas as oficinas possuírem mão de obra especializada para esse tipo de veículo.

Por isso, modelos produzidos no Brasil geralmente apresentam maior liquidez no mercado de usados.

Marcas com pouca participação perdem valor

Veículos de fabricantes com baixa participação no mercado brasileiro também tendem a sofrer maior desvalorização.

Com uma rede menor de concessionárias, assistência técnica mais limitada e menor oferta de peças, esses modelos costumam exigir descontos maiores para encontrar compradores, principalmente após o término da garantia de fábrica.

Luxo nem sempre significa bom negócio

Modelos de luxo podem apresentar uma queda significativa de preço ao longo dos anos.

Embora tenham sido vendidos por valores elevados quando novos, veículos com muitos equipamentos eletrônicos costumam exigir reparos caros e mão de obra especializada, tornando a manutenção mais onerosa. Esse cenário reduz o interesse de compradores no mercado de usados.

Blindados antigos perdem atratividade

Os carros blindados também costumam enfrentar forte desvalorização com o passar do tempo.

Apesar da crescente procura por segurança, especialmente nos grandes centros urbanos, muitos compradores evitam blindados antigos por causa do desgaste natural da blindagem, do aumento nos custos de manutenção e das despesas para eventuais reparos.

Quem adquire um veículo blindado novo geralmente procura trocá-lo em poucos anos justamente para minimizar a perda financeira na revenda.

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