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ROPE JUMP

Polícia identifica quem retirou GoPro de jovem morta em queda de ponte

Jovem de 21 anos morreu após salto sem corda em ponte no interior de SP; câmera usada no momento do acidente segue desaparecida.

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Imagem ilustrativa da notícia Polícia identifica quem retirou GoPro de jovem morta em queda de ponte camera Segundo a polícia, o responsável por retirar a câmera GoPro acoplada ao braço da vítima foi identificado como João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva | Divulgação

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump, segue gerando desdobramentos na investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A vítima morreu após ser lançada sem a corda de segurança da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.

O acidente aconteceu no último dia 13 de junho, durante um evento promovido por um grupo especializado na prática do esporte radical. Segundo as investigações, Maria Eduarda foi lançada em uma queda livre de aproximadamente 30 metros sem que o equipamento de segurança estivesse devidamente conectado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem utilizava uma câmera GoPro presa ao braço para registrar o salto. No entanto, o equipamento desapareceu logo após a tragédia e ainda não foi localizado.

Polícia identifica quem retirou GoPro da vítima

A atualização mais recente da investigação aponta que a Polícia Civil identificou o responsável por retirar a câmera GoPro que estava presa ao braço de Maria Eduarda. Segundo os investigadores, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, integrante do grupo "Entre Cordas", responsável pela realização do evento, foi quem removeu o equipamento após o acidente.

João Antônio foi preso temporariamente no último sábado (20), juntamente com Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves. A polícia afirma que os três possuem ligação direta com a organização do evento.

De acordo com as investigações, João Antônio e Gabriel Barros deixaram o local após a morte da jovem.

Suspeita de fraude processual

Além da apuração sobre a morte de Maria Eduarda, a Polícia Civil investiga a possível prática de fraude processual.

Os investigadores identificaram indícios de que conteúdos digitais considerados relevantes para o esclarecimento do caso teriam sido apagados por pessoas ligadas à organização do evento.

Por esse motivo, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais foram recolhidos para perícia.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil solicitou a prorrogação das prisões temporárias por mais 30 dias, prazo considerado necessário para a conclusão do inquérito.

Apesar das buscas realizadas, a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda durante o salto ainda não foi encontrada.

Quem era Maria Eduarda

Maria Eduarda tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em suas redes sociais, informava ter formação em Educação Física e Gestão Esportiva e compartilhava frequentemente sua rotina de treinos e atividades físicas.

Ela trabalhava em uma academia da cidade, que publicou uma nota de pesar lamentando a morte da colaboradora.

Horas antes do acidente, a jovem publicou imagens da Ponte do Esqueleto. Em uma das postagens, escreveu: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?".

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Ponte é interditada e pode ser até demolida

Após a tragédia, autoridades federais e municipais passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto.

Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis realizaram reuniões para avaliar o futuro da estrutura. Entre as possibilidades debatidas está a demolição da ponte.

As administrações municipais informaram que reforçarão os bloqueios existentes e adotarão medidas para impedir o acesso irregular ao local.

Instrutores foram presos após a tragédia

Logo após o acidente, seis pessoas ligadas à organização do evento foram conduzidas à delegacia. Três instrutores acabaram presos em flagrante por homicídio doloso com dolo eventual.

São eles:

  • Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos;
  • Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos;
  • Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.

Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em preventivas.

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