Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira (SP), devem responder por homicídio com dolo eventual. A jovem morreu após ser lançada de uma ponte sem estar devidamente conectada à corda de segurança.
O caso ocorreu na Ponte do Esqueleto, durante uma atividade recreativa de salto. Segundo a investigação, a vítima caiu de aproximadamente 40 metros de altura após um erro na fixação do equipamento.
Investigação aponta falha grave de segurança
De acordo com a polícia, o grupo responsável pela atividade não possuía regulamentação nem autorização formal para operar no local. A investigação também aponta falhas na verificação do equipamento antes do salto.
Testemunhas relataram que, no momento da queda, a corda de segurança não estava presa à vítima. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o instante em que Maria Eduarda é lançada da plataforma enquanto o equipamento aparece solto próximo ao grupo.
Após o acidente, três dos envolvidos foram presos. Eles foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra. Outros suspeitos chegaram a ser detidos, mas foram liberados.
Dolo eventual e possível pena
Os investigados devem responder por homicídio com dolo eventual, quando o agente não tem intenção direta de matar, mas assume o risco de provocar a morte. A pena é a mesma do homicídio doloso: de 6 a 20 anos de prisão, podendo chegar a 12 a 30 anos em casos qualificados.
Segundo a investigação, o grupo não teria adotado os procedimentos adequados de segurança nem garantido a correta fixação da corda no momento do salto.
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Vítima e repercussão
Maria Eduarda era moradora de Jandira, na Grande São Paulo, e havia se formado em Educação Física e Gestão Esportiva. Nas redes sociais, compartilhava conteúdos ligados a atividades físicas e estilo de vida ao ar livre.
Horas antes do acidente, ela publicou um story em tom de brincadeira sobre o salto. Após a tragédia, seu perfil foi retirado do ar.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a regulamentação de práticas esportivas de aventura realizadas por grupos informais no Brasil.
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