plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
MOMENTO DE TENSÃO

Governo Trump aplica tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Investigação comercial aponta divergências em áreas como comércio, plataformas digitais e desmatamento; medida ainda passará por consulta pública nos EUA.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Governo Trump aplica tarifa de 25% sobre produtos brasileiros camera Donald Trump participa de evento na Casa Branca, em Washington, enquanto seu governo avança com proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação comercial. | Reprodução/Instagram @WhiteHouse

As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos atravessam um novo momento de tensão. Em meio a negociações que se arrastam há meses, Washington decidiu elevar o tom ao apresentar uma proposta que pode afetar diretamente as exportações brasileiras para o mercado americano. A iniciativa surge após uma investigação conduzida pelo governo dos EUA sobre práticas econômicas e regulatórias adotadas pelo Brasil.

O movimento representa mais um capítulo das disputas comerciais entre os dois países e pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, caso a proposta avance após as etapas de consulta pública previstas pela legislação americana.

CONTEÚDO RELACIONADO

INVESTIGAÇÃO TERMINA COM CRÍTICAS AO BRASIL

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu a investigação iniciada em julho de 2025 e classificou como "irrazoáveis" determinadas políticas e práticas adotadas pelo governo brasileiro.

Como consequência, o órgão colocou em consulta pública um pacote de medidas consideradas corretivas, cujo principal ponto é a imposição de uma tarifa de 25% sobre mercadorias importadas do Brasil. A proposta, porém, prevê uma série de exceções para produtos considerados estratégicos pelos Estados Unidos.

Quer mais notícias nacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.

Segundo o representante comercial americano, Jamieson Greer, as conversas entre Washington e Brasília foram intensificadas ao longo do último ano, especialmente nas últimas semanas, mas não resultaram em consenso sobre os temas investigados.

CALENDÁRIO PREVÊ AUDIÊNCIAS ANTES DA DECISÃO FINAL

Antes de qualquer implementação, o processo passará por novas etapas de análise. O USTR estabeleceu o dia 22 de junho de 2026 como prazo final para solicitações de participação na audiência pública.

Já os comentários escritos poderão ser enviados até 1º de julho, enquanto a audiência está marcada para 6 de julho. O prazo legal para uma decisão definitiva expira em 15 de julho de 2026. Durante esse período, empresas, entidades e demais interessados poderão apresentar argumentos favoráveis ou contrários à adoção das medidas.

PRODUTOS ESTRATÉGICOS FICAM FORA DA TARIFA

Embora a proposta seja ampla, o governo americano elaborou uma lista de exceções. Entre os itens que permaneceriam livres da nova taxação estão materiais informativos, doações e diversos produtos agrícolas.

Também aparecem na relação algumas categorias de carnes, frutas, café, chá, especiarias, sementes, cereais e fertilizantes. O documento ainda preserva setores considerados estratégicos para a economia americana, como aeronaves e componentes aeronáuticos, minerais de terras raras, produtos farmacêuticos e determinados compostos químicos orgânicos.

PLATAFORMAS DIGITAIS E O SISTEMA DE PAGAMENTOS ESTÃO ENTRE OS ALVOS

O relatório produzido pelo USTR reúne críticas em diferentes áreas da política brasileira. Uma das principais envolve decisões judiciais relacionadas às plataformas digitais. Os Estados Unidos alegam que autoridades brasileiras teriam determinado, sob sigilo, a remoção de conteúdos políticos e a suspensão de perfis em redes sociais, além da aplicação de multas e restrições patrimoniais.

O documento também menciona suposto favorecimento a concorrentes locais no mercado de pagamentos eletrônicos, apontando preocupações com a competição no setor.

ETANOL E ACORDOS COMERCIAIS ENTRAM NA DISCUSSÃO

Outro ponto destacado pelo governo americano envolve os acordos preferenciais mantidos pelo Brasil com México e Índia. Na avaliação do USTR, centenas de produtos originários desses países recebem tratamento tarifário mais favorável do que o concedido aos Estados Unidos.

O relatório também retoma antigas reclamações envolvendo o mercado de etanol. Segundo o órgão, desde 2017 o Brasil não garantiria condições equivalentes de acesso ao mercado para produtores americanos.

DESMATAMENTO, PATENTES E CORRUÇÃO TAMBÉM SÃO CITADOS

A investigação ainda aborda questões ambientais e institucionais. O governo dos EUA afirma que o Brasil não aplica de forma eficaz sua legislação de combate ao desmatamento ilegal.

Além disso, critica a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise de pedidos de patente e sustenta que o país poderia adotar mecanismos mais rigorosos de prevenção ao suborno e à corrupção.

DISPUTA SE CONECTA AO DEBATE SOBRE TARIFAÇO

A nova ofensiva comercial ocorre após controvérsias envolvendo o uso de instrumentos legais para criação de tarifas nos Estados Unidos. Em fevereiro, a Suprema Corte americana decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas unilateralmente, invalidando cobranças que haviam sido estabelecidas com base nessa legislação.

Após a decisão, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10%, válida até 24 de julho. Na época, especialistas explicaram que, para a maior parte dos produtos brasileiros, continuariam valendo as tarifas tradicionais acrescidas desse adicional temporário.

Enquanto a consulta pública avança, o governo americano afirma que mantém negociações com Brasília na tentativa de encontrar uma solução negociada para as divergências apontadas pela investigação.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!