O segundo dia do julgamento pela morte do menino Henry Borel foi marcado por momentos de forte tensão emocional no tribunal. A sessão desta terça-feira (26) teve como um dos pontos centrais a exibição de fotografias da necropsia da criança, apresentadas durante o depoimento do delegado responsável pelas primeiras etapas da investigação.
No plenário, a reação de Monique Medeiros chamou atenção. Sentada ao lado da defesa, ela permaneceu boa parte do tempo com a cabeça baixa e uma das mãos cobrindo o rosto enquanto os registros eram mostrados aos jurados.
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As imagens exibidas apontavam marcas e ferimentos em diferentes regiões do corpo do menino, incluindo rosto e olhos. O material foi utilizado pelos advogados de Jairinho durante os questionamentos feitos ao delegado Edson Henrique Damasceno, que atuava na 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca na época do caso.
A defesa buscou levantar dúvidas sobre a condução das investigações, questionando desde a produção das fotografias até a qualidade das imagens captadas pelas câmeras de segurança do elevador do condomínio onde Henry morava. As gravações mostradas no julgamento registram o momento em que Jairinho e Monique aparecem transportando o menino desacordado em direção ao hospital.
Outro ponto debatido durante a audiência envolveu o atendimento médico prestado à criança na unidade de saúde. Os advogados perguntaram ao delegado se seria comum um hospital tentar procedimentos de reanimação em um paciente que já chegasse sem vida.
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Ao responder, o delegado afirmou acreditar que a equipe médica tentou salvar a criança devido à gravidade da situação e à pouca idade do menino. O julgamento continua nos próximos dias, com previsão de novos depoimentos e apresentação de provas relacionadas ao caso que teve grande repercussão nacional.
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