Produtos de limpeza fazem parte da rotina de milhões de famílias, mas quando apresentam irregularidades ou possíveis contaminações, podem representar riscos sérios à saúde. Casos envolvendo reações alérgicas, intoxicações e infecções reforçam a importância da fiscalização sanitária, da atenção aos alertas emitidos por órgãos competentes e do cuidado no uso e armazenamento desses itens dentro de casa.
Uma menina de 10 anos precisou ser internada em Natal, no Rio Grande do Norte, após apresentar sintomas graves que podem estar relacionados ao uso de um detergente da marca Ypê. O caso está sendo acompanhado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e segue sob investigação da vigilância epidemiológica.
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De acordo com a família, a criança começou a apresentar fortes coceiras, manchas pelo corpo, falta de ar e dificuldade para andar na última semana. A suspeita ganhou força após um alerta divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou o recolhimento preventivo de lotes de detergentes da marca identificados com final “1”, devido ao risco de contaminação microbiológica.
Os familiares informaram que o produto utilizado na residência foi separado para possível análise laboratorial. Antes de ser internada, a menina passou por diferentes unidades de saúde e recebeu atendimento inicial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal.
A criança permaneceu internada até quarta-feira (13), quando foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago. Segundo a mãe, o estado de saúde dela é estável e a menina voltou a conseguir andar.
Os médicos identificaram uma infecção bacteriana, mas a origem do problema ainda não foi confirmada. A família aguarda o resultado dos exames que deverão apontar se há relação entre o quadro clínico e o detergente investigado.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a paciente recebeu toda a assistência necessária durante o atendimento na UPA de Pajuçara. Já a Sesap confirmou que acompanha o caso em conjunto com a vigilância epidemiológica estadual. Até o momento, não existe confirmação oficial de que os sintomas tenham sido causados pelo produto investigado.
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