A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um motorista de ônibus suspeito de estuprar uma passageira de 71 anos dentro de um coletivo no último domingo (22). O caso ocorreu em uma linha que circula pelo Centro da capital. A vítima reconheceu o condutor após ter acesso a imagens das câmeras de segurança do veículo.
De acordo com o depoimento prestado na Delegacia de Atendimento à Mulher, a idosa relatou que embarcou na Avenida Presidente Vargas e seguia para casa quando o motorista teria iniciado uma conversa. Ela afirmou que pediu para descer nas proximidades do Instituto Nacional do Câncer, mas o pedido não foi atendido. Segundo o relato, o veículo foi parado em outro ponto do Centro, as luzes foram apagadas e o crime ocorreu.
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As imagens do coletivo foram encaminhadas à polícia pela empresa Sou Transportes, responsável pela linha 383 (Realengo x Praça da República), onde teria acontecido o ataque. A corporação informou que o suspeito já foi identificado e que realiza diligências para localizá-lo. O nome não foi divulgado.
O motorista também é apontado como autor de um caso semelhante ocorrido em 2019, na Ilha do Governador. Na ocasião, uma mulher de 20 anos denunciou que foi atacada dentro de um ônibus da empresa Paranapuã. O caso foi registrado na 37ª DP, onde ele foi indiciado por importunação sexual.
Segundo o relato da jovem à época, após o último passageiro descer, o motorista teria pedido que ela saísse e retornasse ao veículo pela porta traseira. Em seguida, as luzes foram apagadas e as portas fechadas. A vítima afirmou que conseguiu deixar o coletivo após resistir às investidas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e tramita em segredo de Justiça. Não houve pedido de prisão, mas o investigado deveria comparecer periodicamente à 5ª Vara Criminal. A Justiça certificou nesta semana que ele não se apresentou em janeiro.
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Em nota, a Sou Transportes informou que apura os fatos e que está à disposição das autoridades. A Paranapuã declarou que o ex-funcionário foi desligado ao fim do contrato de experiência e que colabora com as investigações.
A Polícia Civil orienta que vítimas de violência sexual procurem uma delegacia especializada para registro da ocorrência.
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