A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra uma universitária de 21 anos acusada de matar o namorado e uma amiga dele. O crime aconteceu em dezembro de 2025, na zona sul da capital paulista, após uma discussão motivada por ciúmes.
A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri, tornou Geovanna Proque da Silva ré por duplo homicídio triplamente qualificado nesta segunda-feira (12). A jovem de 21 anos é acusada de perseguir, atropelar e matar Raphael Canuto Costa, seu namorado, e Joyce Correa da Silva, que estava com ele.
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A decisão judicial aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.
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Segundo a promotora Daniela Romanelli da Silva, o relacionamento entre Geovanna e Raphael tinha brigas constantes, ameaças de morte e crises de ciúmes por parte da acusada.
Motivação do crime foi classificada como ciúme doentio
A promotoria descreveu o crime como torpe e classificou a motivação como "ciúme doentio".
De acordo com a denúncia, a forma como o atropelamento foi cometido dificultou qualquer possibilidade de defesa das vítimas, que foram pegas de surpresa.
O MPSP destacou a crueldade do método usado: "O meio utilizado foi cruel, ante a violência do abalroamento e dilaceração dos corpos", afirmou a promotora Daniela Romanelli.
A acusação incluiu pedido de indenização de R$ 100 mil para cada família das vítimas.
Como o crime aconteceu?
Raphael fazia um churrasco em sua casa quando supostamente começou a receber mensagens de Geovanna por volta das 2h. A jovem teria manifestado ciúmes de uma mulher presente na festa, que seria amiga de infância do rapaz.
Testemunhas afirmaram que o ciúme não tinha fundamento. A acusada teria envido uma mensagem com a seguinte ameaça: "Ou você resolve ou eu resolvo". Logo depois, foi até a residência de Raphael acompanhada de sua madrasta.
As duas tentaram entrar na casa para brigar, mas o rapaz as impediu no corredor.
Para evitar mais confusão, Raphael pegou sua moto e saiu. Geovanna e a madrasta entraram no carro dela e começaram a perseguição. O rapaz encontrou Joyce em uma adega próxima, e ela subiu na garupa da moto.
Perseguição terminou em atropelamento fatal
A perseguição teria durado cerca de 500 metros em alta velocidade. Quando alcançou a moto, Geovanna supostamente atropelou as duas vítimas e passou por cima delas e da motocicleta.
Segundo relatos, o impacto teria sido tão violento que a moto foi lançada 30 metros à frente.
Após o atropelamento, Geovanna teria tentado fugir mas ficou tonta e caiu em uma calçada. Populares que presenciaram o crime supostamente queriam linchá-la. Os policiais a retiraram do local imediatamente para evitar agressões.

Acusada teve prisão preventiva decretada
A jovem precisou de atendimento médico por ter cortes superficiais nos braços e no pescoço. Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção em preventiva durante audiência de custódia.
Geovanna tem diagnóstico de transtorno depressivo grave.
Ela informou aos policiais que usa medicamentos antidepressivos e já tentou suicídio anteriormente. Durante o interrogatório, permaneceu em silêncio.
A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou que a ré foi transferida para a Penitenciária Feminina Sant'Ana, na Zona Norte de São Paulo, após ter a prisão preventiva decretada.
Advogado das famílias comenta decisão
O advogado Fabio Costa, que representa as famílias de Raphael e Joyce, disse que recebeu com surpresa positiva o pedido de indenização feito pelo MPSP.
"Então a partir de agora oficialmente nós podemos dizer que ela é ré num processo de duplo homicídio triplamente qualificado. Próximo passo agora é esperar que a defesa da ré se manifeste", afirmou.
O próximo passo é o encaminhamento do processo para julgamento no Tribunal do Júri Popular. A defesa de Geovanna Proque da Silva não se manifestou sobre o caso até o momento.
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