O Brasil atingiu a marca de um milhão de veículos leves eletrificados em circulação. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e consideram elétricos puros (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos plenos (HEV e HEV Flex).
A contagem exclui os chamados híbridos leves (MHEV), porém, o número absoluto, por si só, já é expressivo. Além disso, os veículos eletrificados representam 21,8% do total de emplacamentos nacionais, o que reforça a transformação em curso no setor automotivo brasileiro.
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Em agosto de 2026, 57.386 unidades foram vendidas em um único mês, o que representa o recorde mensal absoluto. Esse resultado, aliás, é o mais recente de uma sequência de recordes que se repete desde março.
Em setembro, ao menos 50 mil carros já foram comercializados. No ranking de fabricantes, a BYD lidera com folga.
Ao todo, a montadora chinesa comercializou mais de 354 mil veículos, o que equivale a 40,67% de todos os eletrificados vendidos no país. Em seguida aparece a GWM, com 121.719 vendas, seguida pela Toyota, com 117.781 emplacamentos.
Entre os modelos mais vendidos, o BYD Dolphin Mini ocupa o primeiro lugar, com 103.529 unidades comercializadas. O hatch compacto é, portanto, o carro eletrificado mais escolhido pelos brasileiros.
Logo atrás estão o GWM Haval H6, com 95.873 vendas, e o BYD Dolphin, com 68.335 emplacamentos. Os sete modelos da BYD presentes entre os 20 mais vendidos são:
- BYD Dolphin Mini;
- BYD Dolphin;
- BYD Seal;
- BYD Atto 3;
- BYD Han;
- BYD Tan;
- BYD Yuan Plus.
No entanto, o crescimento das vendas não encontrou o mesmo ritmo na infraestrutura de recarga. Em maio de 2026, a ABVE contabilizou 25.429 pontos de recarga no Brasil.
Desse total, 11.079 estavam concentrados no Sudeste, enquanto o Norte contava com apenas 859. Apenas 1.788 municípios brasileiros tinham alguma infraestrutura pública ou semipública disponível.
Essa distribuição desigual cria dificuldades reais para quem não dispõe de carregador em casa.
Por isso, encontrar pontos de recarga no trabalho ou em locais de uso cotidiano, como supermercados, shoppings e academias, pode se tornar uma rotina complicada para parte dos motoristas.
Os principais desafios da infraestrutura de recarga no Brasil são:
- Concentração dos pontos no Sudeste;
- Baixa cobertura em municípios menores;
- Número de pontos aquém do crescimento das vendas.
Na China, contudo, a corrida tecnológica avança em ritmo diferente. A Geely anunciou o lançamento do Geely Smart Charging, considerado o carregador mais rápido do mundo.
O equipamento promete recarregar uma bateria de 10% a 70% em apenas quatro minutos e meio. O lançamento coloca a Geely à frente da BYD nesse segmento. A rival já havia confirmado o Flash Charging para o Brasil até o fim de 2027.
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Dessa forma, a disputa tecnológica entre as fabricantes chinesas deve beneficiar o mercado brasileiro nos próximos anos.
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