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MERCADO AUTOMOTIVO

Carros elétricos de R$ 140 mil já custam R$ 64 mil

Modelos eletrificados pioneiros no Brasil perderam mais de 50% do valor e podem virar opção no mercado de usados

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Imagem ilustrativa da notícia Carros elétricos de R$ 140 mil já custam R$ 64 mil camera Carros elétricos que chegaram ao Brasil como novidade sofreram forte desvalorização no mercado de usados. | Nissan/Divulgação

Quem pagou mais de R$ 140 mil por um carro elétrico novo há poucos anos pode se surpreender com os preços atuais. Alguns dos primeiros modelos eletrificados vendidos no Brasil sofreram forte desvalorização, com quedas superiores a 50% e valores próximos de R$ 64 mil no mercado atual.

O levantamento realizado pelo site Mundo do Automóvel para PCD comparou os preços de lançamento de alguns modelos eletrificados com os valores atuais indicados pela Tabela Fipe. Entre os veículos analisados estão Renault Kwid E-Tech, Nissan Leaf e Jeep Compass 4xe.

Elétrico de R$ 142 mil caiu para R$ 64 mil

O caso mais expressivo é o do *Renault Kwid E-Tech*. Quando chegou ao mercado brasileiro, em 2022, o compacto elétrico tinha preço de R$ 142.990.

Atualmente, o modelo aparece na Tabela Fipe por aproximadamente R$ 64 mil. A diferença representa uma desvalorização de cerca de 55,2% em relação ao preço de lançamento.

Na prática, mais da metade do valor original do veículo foi perdida ao longo dos anos.

O Nissan Leaf também apresentou uma queda significativa. O elétrico, que chegou ao país por R$ 195.900, atualmente é avaliado em R$ 90.497, segundo os dados levantados. A desvalorização chega a 53,8%.

Entre os híbridos, o Jeep Compass 4xe também teve uma redução expressiva. O modelo saiu de R$ 349 mil para R$ 177.777, uma queda de 49,1%.

Tecnologia acelera desvalorização

A forte perda de valor dos carros elétricos revela uma característica particular desse mercado: a evolução tecnológica acontece em ritmo acelerado.

O Nissan Leaf é um exemplo. O modelo foi um dos pioneiros entre os elétricos comercializados no Brasil, mas passou a enfrentar concorrentes com maior autonomia, novos recursos tecnológicos e preços mais competitivos.

A transformação do segmento ganhou força principalmente com a expansão das fabricantes chinesas. Marcas como BYD e GWM ampliaram a oferta de veículos eletrificados e passaram a disputar diferentes faixas de preço no mercado brasileiro.

Com isso, os modelos mais antigos passaram a concorrer não apenas com carros usados, mas também com veículos de novas gerações tecnológicas.

Queda pode atrair compradores

Para quem comprou um elétrico zero-quilômetro, a desvalorização representa uma perda patrimonial significativa em poucos anos.

Para quem procura um carro usado, porém, a situação pode ser diferente. Modelos que custavam mais de R$ 140 mil quando novos agora podem ser encontrados em uma faixa de preço bem mais acessível.

Isso não significa que todo carro elétrico usado seja automaticamente um bom negócio. Antes da compra, é importante verificar principalmente o estado da bateria, a autonomia real, o histórico de manutenção e as condições de recarga.

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A trajetória desses modelos também deixa uma dúvida para quem pretende comprar um carro elétrico ou híbrido novo: quanto o veículo valerá quando uma nova geração de tecnologia chegar ao mercado?

No segmento eletrificado, essa resposta pode mudar rapidamente.

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