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Carro elétrico usado por menos de R$ 100 mil: vale a pena?

Modelos como JAC E-JS1, Caoa Chery iCar e Nissan Leaf aparecem entre as opções mais acessíveis; veja cuidados antes da compra

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Imagem ilustrativa da notícia Carro elétrico usado por menos de R$ 100 mil: vale a pena? camera Carros elétricos usados tiveram forte desvalorização e podem ser encontrados por menos de R$ 100 mil, mas exigem cuidados específicos antes da compra. | Imagem feita por IA/Reprodução

Comprar um carro elétrico usado pode ser uma alternativa para quem quer entrar no segmento sem pagar o preço de um modelo zero-quilômetro. A forte desvalorização de alguns veículos abriu espaço para ofertas abaixo dos R$ 100 mil, mas o preço baixo exige atenção redobrada antes da compra.

Entre as opções encontradas no mercado estão JAC E-JS1, Caoa Chery iCar, BYD Dolphin Mini e Nissan Leaf. No segmento premium, o Jaguar I-Pace também aparece com valores bem abaixo dos praticados quando era novo.

Além do estado geral do veículo, o comprador precisa verificar principalmente a saúde da bateria, o histórico de revisões, o funcionamento do sistema de recarga e a existência de assistência técnica para o modelo.

JAC E-JS1

O JAC E-JS1 é um dos elétricos usados mais acessíveis do mercado. Há unidades anunciadas por aproximadamente R$ 70 mil.

O compacto tem motor elétrico de 62 cv e torque de 15,3 kgfm, além de bateria de 31,4 kWh. A autonomia oficial das versões mais recentes chega a 181 km pelo padrão do Inmetro.

O modelo pode fazer sentido para quem procura um segundo carro para deslocamentos urbanos. Porém, antes de comprar, é importante verificar a disponibilidade de peças e a rede de assistência da JAC na região.

Também é recomendado realizar um diagnóstico eletrônico completo e conferir se todas as revisões foram feitas corretamente.

Caoa Chery iCar

Outro modelo que sofreu forte desvalorização é o Caoa Chery iCar. O veículo chegou ao Brasil com preço de R$ 139.990, mas hoje pode ser encontrado no mercado de usados por valores significativamente menores.

O iCar possui motor traseiro de 61 cv, torque de 15,3 kgfm e bateria de 30,8 kWh. A autonomia oficial é de 197 km pelo padrão atual do Inmetro.

Com apenas 3,20 metros de comprimento e porta-malas de cerca de 100 litros, o modelo é voltado principalmente ao uso urbano.

Na hora da compra, vale testar o ar-condicionado, verificar possíveis ruídos na suspensão e conferir o funcionamento das recargas em corrente alternada e contínua. A parte inferior da bateria também precisa ser inspecionada para identificar eventuais danos.

BYD Dolphin Mini

Apesar da popularização dos carros elétricos, o *BYD Dolphin Mini* não sofreu uma desvalorização tão intensa quanto alguns concorrentes.

Os exemplares usados mais baratos aparecem na faixa de R$ 91 mil, enquanto muitos anúncios ainda ultrapassam os R$ 100 mil.

O modelo utiliza motor dianteiro de 75 cv e torque de 13,8 kgfm. A bateria de 38 kWh proporciona autonomia de até 280 km pelo padrão do Inmetro.

A maior presença da BYD no mercado e a oferta de concessionárias também podem pesar positivamente na decisão de compra.

Mesmo sendo um modelo relativamente novo, é recomendado solicitar o histórico de revisões e um relatório sobre a saúde da bateria. Também é importante testar as formas de recarga e verificar cabos, conectores e possíveis mensagens de erro no painel.

Nissan Leaf

O Nissan Leaf é outra alternativa para quem procura um elétrico usado. As unidades mais antigas podem ser encontradas por cerca de R$ 86 mil, dependendo do ano e do estado de conservação.

O hatch oferece espaço para cinco ocupantes e porta-malas de 435 litros. O motor entrega 150 cv e 32,6 kgfm de torque, enquanto a bateria de 40 kWh proporciona autonomia oficial de 192 km pelo padrão atual do Inmetro.

Um dos pontos de atenção é o sistema de carregamento rápido CHAdeMO, menos comum no Brasil atualmente do que o padrão CCS2. Por isso, é importante verificar a disponibilidade de carregadores compatíveis nas rotas utilizadas pelo motorista.

Outro cuidado envolve a bateria. O Leaf não utiliza o mesmo sistema de controle térmico líquido encontrado em diversos modelos elétricos mais recentes. Por isso, o histórico de uso e de recargas rápidas deve ser considerado.

Jaguar I-Pace

Para quem procura um modelo premium, o Jaguar I-Pace chama atenção pela queda de preço no mercado de usados. Algumas unidades aparecem próximas dos R$ 200 mil.

O SUV utiliza dois motores elétricos, um em cada eixo, que entregam potência combinada de 400 cv e torque de 71 kgfm. A tração é integral e o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.

A bateria tem 90 kWh e a autonomia oficial chega a 298 km pelo padrão do Inmetro.

Apesar do preço mais acessível em relação ao valor de um modelo premium novo, a manutenção e as peças continuam tendo custo compatível com um veículo de luxo. Por isso, uma avaliação especializada antes da compra é ainda mais importante.

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Como avaliar a bateria de um elétrico usado?

A bateria é um dos componentes mais importantes e caros de um carro elétrico. Por isso, o comprador não deve se limitar à autonomia indicada no painel.

O ideal é solicitar um relatório de SoH (State of Health), que mostra o estado de saúde da bateria. Um índice de 90%, por exemplo, indica que o conjunto mantém aproximadamente 90% de sua capacidade útil original.

O resultado deve ser analisado junto com a idade, quilometragem e histórico de utilização do veículo.

Também vale fazer um teste de rodagem mais longo e acompanhar o consumo. A autonomia exibida pelo computador de bordo, sozinha, não funciona como um diagnóstico da bateria, já que é influenciada pelo histórico recente de condução.

Cuidado com a parte inferior

Outro ponto que merece atenção é a parte inferior do veículo. Impactos em lombadas, buracos, pedras ou guias podem atingir a proteção da bateria.

Mesmo que não exista nenhuma luz de alerta no painel, amassados, trincas ou sinais de reparo devem ser avaliados por um profissional especializado.

Antes de fechar negócio, o comprador deve pesquisar o histórico do veículo, fazer uma avaliação técnica completa, verificar a saúde da bateria e confirmar a existência de assistência especializada na região. O preço baixo pode ser uma oportunidade, mas também pode esconder custos elevados de manutenção.

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