Os sistemas eletrônicos de controle de tração se tornaram equipamentos essenciais nos veículos modernos para garantir estabilidade e segurança. Muitos motoristas questionam se essa tecnologia interfere significativamente no consumo de combustível do automóvel.
É importante entender que o controle de tração utiliza sensores especializados que monitoram constantemente a rotação das rodas. Quando o sistema detecta que uma roda gira mais rapidamente que as outras, interpreta essa diferença como possível perda de aderência com o pavimento.
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Daniel Monteiro, especialista em mecânica automotiva, explica que o sistema responde de duas formas principais quando identifica derrapagem.
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A primeira resposta do sistema consiste em reduzir a potência do motor. Nessa fase, o controle eletrônico diminui o tempo de injeção de combustível e limita a abertura do corpo de borboleta. Essas ações resultam em menor quantidade de combustível injetada, provocando pequena economia no consumo.
Já na segunda etapa, o sistema aplica frenagem seletiva nas rodas. Esse processo aumenta o atrito entre pneu e solo, exige mais energia do motor para vencer a resistência adicional e eleva discretamente o gasto de combustível.
Segundo Monteiro, essas intervenções ocorrem com baixa frequência e duração muito reduzida, tornando o impacto no consumo total praticamente irrelevante.
Situações que acionam o controle com maior frequência
O sistema opera com mais intensidade em condições específicas de direção:
- Acelerações intensas em pavimento molhado ou irregular;
- Arranques rápidos em aclives acentuados;
- Conversões em velocidade elevada;
- Tráfego em vias com buracos, desníveis ou obstáculos;
- Condução em períodos chuvosos ou logo após precipitações.
Nessas circunstâncias, o consumo pode apresentar pequenas variações, mas o maior prejuízo concentra-se no desgaste acelerado de pneus, sistema de suspensão e freios.
Quando desligar o controle de tração
Existem situações específicas onde desativar temporariamente o sistema pode ser necessário:
- Atolamentos em lama, areia ou cascalho, quando o veículo precisa patinar para sair;
- Subidas muito inclinadas em superfícies de baixíssima aderência como neve, gelo ou lama densa;
- Manobras em terrenos off-road onde o deslizamento controlado das rodas facilita o movimento.
Monteiro recomenda desligar o controle apenas quando realmente necessário e em condições controladas. Na maioria das situações de direção urbana e rodoviária, manter o sistema ativo representa a opção mais segura para motorista e passageiros.
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