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Remo tem 2ª menor dívida da Série A, mas enfrenta desafios fiscais

Clube somava R$ 37 milhões em dívidas ao final de 2025, com baixa cobertura das obrigações de curto prazo, e declarou pendências tributárias à agência da CBF.

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Imagem ilustrativa da notícia Remo tem 2ª menor dívida da Série A, mas enfrenta desafios fiscais camera O Clube do Remo tem a segunda menor dívida total entre os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro | Reprodução/Clube do Remo

O Clube do Remo tem a segunda menor dívida total entre os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, mas enfrenta dificuldades para cobrir compromissos financeiros de curto prazo e declarou atrasos no pagamento de impostos e parcelamentos ao poder público. Os dados constam no painel de solvência da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que reúne informações sobre dívidas, pagamentos em atraso e mecanismos de renegociação dos clubes.

De acordo com os números referentes ao balanço de 31 de dezembro de 2025, o passivo(dívida) total do Remo era de aproximadamente R$ 37 milhões. Apesar do baixo endividamento em comparação com os demais integrantes da elite nacional, os indicadores de liquidez e as declarações feitas no ciclo de acompanhamento de junho de 2026 mostram pontos de atenção na gestão financeira azulina.

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Um dos principais pontos de atenção identificados nos indicadores financeiros é a diferença entre os recursos disponíveis no curto prazo e as obrigações que precisam ser pagas no mesmo período.

Segundo os dados apresentados, o Remo tinha R$ 5,8 milhões em ativos circulantes, diante de aproximadamente R$ 21 milhões em passivos circulantes. Na prática, os recursos de curto prazo correspondiam a cerca de 27% das obrigações com vencimento em até 12 meses.

Isso significa que, para cada R$ 1 em dívidas de curto prazo, o clube possuía aproximadamente R$ 0,27 em ativos circulantes para fazer frente aos compromissos.

O indicador fica abaixo da mediana de 46% informada para os clubes da Série A. A diferença evidencia que, apesar de apresentar uma dívida total relativamente baixa, o Remo precisa administrar o fluxo de caixa para cumprir as obrigações que vencem no curto prazo.

Pendências fiscais foram declaradas à ANRESF

No acompanhamento referente a junho de 2026, o Remo declarou atrasos relacionados a impostos e parcelamentos com o poder público. Conforme as informações apresentadas, as pendências são referentes a obrigações geradas a partir do exercício de 2026.

Tal desafio foi objeto da terceira advertência pública da agência reguladora imposta ao Leão Azul em 2026, no dia 8 de outubro. Na ocasião, o Remo alegou que pretendia aderir a um edital de transação tributária, mas não apresentou documentação que comprovasse a formalização do acordo. A defesa também não contestou a existência das pendências financeiras.

Por meio de nota enviada ao DOL, o clube afirmou na época o seguinte: "O Clube do Remo reconhece o auto de infração como um alerta e não punitivo. Vale lembrar que todos os Clubes de Série A e Série B têm até o dia 31 de outubro de 2026, para o cumprimento dos seus compromissos junto à CBF / ANRESF"

Por outro lado, o clube não declarou atrasos em salários, direitos de imagem ou premiações de atletas e funcionários, nem em pagamentos relativos a transferências envolvendo outros clubes ou agentes.

A distinção é importante porque demonstra que as pendências identificadas no levantamento estão concentradas no campo fiscal, sem que os dados apresentados indiquem, naquele período, inadimplência nas obrigações operacionais com atletas e funcionários.

Remo não está sozinho

Além do Leão Azul, outros 12 clubes da Série A (Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Fluminense, Grêmio, Inter, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória) declararam alguma dívida em atraso até a última data de corte de verificação da Anresf (30 de junho de 2026). Sendo que 10 estão em recuperação judicial ou em plano de pagamento de credores, 4 deles nos dois.

A ANRESF também publicou uma lista das dívidas dos clubes até 2025, tendo como líder absoluto em passivo o Corinthians, com uma dívida total de R$ 2,76 bi, em seguida Atlético-MG, com uma dívida acumulada na casa dos R$ 2,66 bi

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