A torcedora do Clube do Remo que foi agredida no Estádio Baenão se manifestou sobre o caso ocorrido no dia 25 de abril, durante a partida contra o Cruzeiro, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro.
Em entrevista à RBA TV, ela relatou o que classificou como um episódio de machismo e cobrou esclarecimentos sobre a segurança no local. Segundo a vítima, que não será identificada, a situação começou ainda no primeiro tempo, enquanto ela balançava uma bandeira junto com outros torcedores.
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"Eu acredito que tenha sido uma situação de machismo. Eu estava balançando uma bandeira durante o primeiro tempo e havia outros meninos balançando a mesma bandeira junto comigo, mas só para mim uma pessoa se incomodou. Ele desceu a escada de emergência já me xingando e apontando o dedo na minha direção, dizendo que não era mais para eu assistir jogo lá", afirmou.
Ela também questionou o funcionamento das câmeras de segurança do estádio, especialmente as de reconhecimento facial. "Qual segurança temos dentro de um estádio se a câmera não estava funcionando? De quem é a culpa? Quem podemos responsabilizar pelo fato de não ter imagens das câmeras, que eram chaves para a gente descobrir quem foi?", declarou.
Uma amiga da torcedora, que presenciou a agressão, relatou que a confusão se intensificou no intervalo da partida. "Quando terminou o primeiro tempo, os torcedores começaram a descer as arquibancadas. As pessoas que estavam lá em cima estavam mais exaltadas por conta do uso das bandeiras. Minha amiga perguntou de quem ele estava falando e ele acertou um soco na boca dela. Virou uma confusão generalizada. Outras pessoas começaram a segurar os meninos que estavam tentando defendê-la e, no meio dessa confusão, o agressor conseguiu fugir", contou.
A testemunha disse ainda estar preocupada com a segurança das mulheres nos estádios. "Fico indignada, triste e preocupada com a nossa segurança no geral. Se uma pessoa se sente no direito de agredir uma mulher no meio de um estádio, no meio de tantos torcedores, quem nos garante que hoje foi ela e amanhã pode ser qualquer uma de nós?", completou.
Em nota oficial divulgada na terça-feira (28), o Clube do Remo repudiou a agressão, manifestou solidariedade à torcedora e informou que a empresa terceirizada responsável pela segurança está analisando as imagens disponíveis para tentar identificar o suspeito.
O clube garantiu que, caso o agressor seja identificado, ele será banido das dependências do Baenão e que as imagens serão encaminhadas às autoridades. O episódio reacende o debate sobre a segurança nas arquibancadas e sobre medidas efetivas de proteção às mulheres em eventos esportivos.
Veja a matéria do repórter Paulo Cidadão na RBATV
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