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"SEMPRE DEI O MEU MELHOR"

Apresentado no Remo, Patrick de Paula diz que não desaprendeu a jogar 

Patrick de Paula, volante de 26 anos, reflete sobre desafios e conquistas no futebol, agora no Clube do Remo, buscando nova chance na Série A.

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Imagem ilustrativa da notícia Apresentado no Remo, Patrick de Paula diz que não desaprendeu a jogar  camera Patrick de Paula reflete sobre desafios e novas oportunidades no Clube do Remo | Raul Martins, ascom Remo

Aos 26 anos, o volante Patrick de Paula tem um currículo invejável, com conquistas no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores, mas nunca da forma como se esperava dele quando apareceu no futebol, como uma das grandes promessas nacionais com a camisa do Palmeiras-SP. De lá ele foi para o Botafogo-RJ como a maior contratação da história do clube carioca. Mas, com a camisa alvinegra, ele não conseguiu render o que se esperava.

Em sua apresentação oficial como novo jogador do Clube do Remo, ele lembrou desses momentos, sem ignorar as situações difíceis, como as lesões que o fizeram passar por cirurgias e quando teve paralisia facial parcial em setembro de 2022, apresentado como Paralisia de Bell, que o tirou do Botafogo por um mês, exigindo tratamento com medicamentos forte e acompanhamento psicológico. “O Botafogo me deu apoio e foi importante esse tratamento, algo que é necessário para um menino de 20, 21 anos. O acompanhamento psicológico me ajuda até hoje”.

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Patrick esteve em Belém em janeiro do ano passado, na decisão da Supercopa do Brasil, no Mangueirão, vencida pelo Flamengo-RJ por 3 a 1. O gol do Glorioso foi marcado por ele, uma lembrança que ele guarda até hoje. “Foi um final marcante. Infelizmente, o Botafogo-RJ não saiu com resultado, mas foi marcante para mim individualmente, pois foi o meu primeiro gol no Mangueirão, e agora vou ter a oportunidade de jogar mais naquele campo”. Abaixo, alguns dos trechos da entrevista coletiva concedida pelo meio-campista na tarde de sexta-feira.

Patrick celebra nova chance

“Agradeço a Deus por essa oportunidade de estar aqui, de estar vestindo a camisa de um time tradicional. E essa decisão eu tomei junto com minha família e com meu empresário. Foi uma decisão fácil, porque sei da história do Remo, sei da torcida. O clube está na Série A, então decidi vir para escrever uma história do Remo, poder ajudar o time a se manter na Série A. É um desafio e eu gosto bastante de desafios”.

Pressão na carreira

“Quando eu cheguei no Botafogo-RJ, foi como a contratação mais cara da história do clube. Sei da minha responsabilidade, sei tudo o que eu passei dentro do clube (…) Sei da importância que eu tive lá, tudo o que eu contribuí no Botafogo-RJ. Só tenho gratidão, foi o clube que sempre me ajudou e me deu suporte quando estava machucado, quando eu tive o problema no rosto”.

Boas expectativas

“O Remo, com a torcida que tem, o peso que tem na camisa, tem que estar na Série A, tem que estar disputando coisas grandes. Vamos jogar contra times muito bons e temos que ser grandes. Então, todo mundo está pronto e preparado. Estou com uma expectativa muito boa, feliz, motivado e alegre. Então, independente de qualquer coisa, quero estar no lugar onde eu esteja feliz, esteja pronto”.

De igual para igual

“No ano passado o Mirassol-SP terminou em quarto lugar, ficando na frente de grandes clubes, bem mais tradicionais. Então, futebol é igualdade, é homem contra homem. Você tem que saber entender a competição que está jogando e dar o seu máximo em campo. É uma coisa difícil, você joga contra grandes clubes, então você tem que se dedicar ao máximo, se preparar ao máximo durante a semana, nos treinos, para poder trabalhar e poder sair de campo com os pontos que você precisa”.

Não desaprendeu

“Eu sempre vou em busca de oportunidades. Todo dia você tem uma oportunidade nova, é assim quando eu visto a camisa de qualquer time que seja, eu boto na minha mente que é uma nova oportunidade, é um novo desafio. O Remo é um novo desafio pra mim. Estou procurando conhecer o clube, entender como é que é isso. Então, eu estou aqui pra ajudar, para contribuir. E o grupo indo bem, o individual aparece. Por isso, não tem o que falar de reencontrar futebol, não precisa aprender a jogar bola. Sempre dei o meu melhor e conquistei títulos importantes no futebol com apenas 26 anos”.

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