Apesar do interesse claro do atacante Jajá em querer vestir a camisa do Clube do Remo na temporada de 2026, conforme antecipado pelo DOL, os diversos transtornos ocorridos no entorno da negociação fizeram com que o clube azulino terminasse as negociações com o Goiás pelo atleta de 27 anos.
O desfecho aconteceu na manhã desta quinta-feira (8), após uma conversa telefônica entre o executivo de futebol do clube goiano, Michel Alves, e o diretor de futebol azulino, Manoel Ribeiro Filho.
Segundo apuração realizada pelo jornalista Júnior Cunha, a diretoria do Goiás alterou de forma significativa os termos inicialmente negociados, aumentando o valor exigido para a liberação do jogador. A mudança inviabilizou qualquer avanço no acordo. O Remo havia sinalizado o pagamento de cerca de R$ 500 mil pelo empréstimo de Jajá, além de um valor de compra fixado em R$ 3,5 milhões, condicionado ao cumprimento de metas esportivas até o fim de 2026, como a permanência do clube na Série A do Campeonato Brasileiro.
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O atacante, inclusive, já havia comunicado ao técnico Daniel Paulista o desejo de ser negociado com o Remo nesta janela de transferências. Entretanto, na manhã desta quinta-feira, Michel Alves informou que o Goiás só aceitaria liberar o atleta mediante o pagamento de R$ 5 milhões por 50% dos direitos econômicos do jogador. Atualmente, a Portuguesa detém 40% do passe, enquanto os outros 10% pertencem ao próprio atleta. Diante da nova exigência, a diretoria do Clube do Remo decidiu não dar continuidade às tratativas.
Internamente, o entendimento é de que o valor solicitado ficou muito distante da proposta apresentada, tornando o negócio inviável. A situação envolvendo Jajá gerou forte desgaste dentro do Goiás. Insatisfeito, o atacante chegou a se manifestar publicamente nas redes sociais, fazendo críticas à diretoria e acusando dirigentes de oportunismo e esquemas internos. O jogador deixou claro que não deseja permanecer no clube goiano.
Desgaste aumenta tensão interna com o executivo Marcos Braz
No lado azulino, o tema também causou desconforto interno. O acerto entre Remo e Jajá era dado como concluído há cerca de três dias, porém a interferência negativa do executivo de futebol Marcos Braz contribuiu para o agravamento da situação, levando a diretoria a reforçar limites quando o assunto envolve interesses institucionais. A postura do executivo Marcos Braz em relação ao jogador é apontada como um dos fatores que ampliaram a polêmica, gerando atritos com o Goiás, o staff do atleta e dentro do próprio clube.
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