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Mazola explica estratégia do Paysandu para vencer a Ferroviária

Treinador destacou bloqueio pelo meio, atuação de Pablo e Bispo e revelou preocupação com Marcinho antes da partida na Curuzu.

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Imagem ilustrativa da notícia Mazola explica estratégia do Paysandu para vencer a Ferroviária camera Papão segue vivo! | Jorge Luís Totti / Paysandu

A vitória do Paysandu sobre a Ferroviária por 1 a 0 passou diretamente pelo plano de jogo montado por Mazola Júnior. Após a partida, o treinador explicou que estudou os encontros anteriores contra a equipe paulista e identificou no setor central um dos principais caminhos para neutralizar o adversário.

O trabalho de Pablo Alcântara e Bispo foi fundamental para fechar os espaços por dentro e dificultar a construção da Ferroviária. Para Mazola, o comportamento da dupla permitiu ao Papão controlar melhor as ações ofensivas da equipe paulista.

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"Vimos o time muito bem encaixado, fazendo tudo aquilo que trabalhamos. Eu joguei quatro vezes contra eles neste ano e sabia que precisava bloquear a zona central. O Pablo e o Bispo fizeram isso muito bem. Sofremos pouco", destacou.

A estratégia também passou pela forma como o Paysandu ocupou os lados do campo. O treinador explicou que a equipe procurou explorar o posicionamento de Kleiton Pego e, ao mesmo tempo, aproximou Pablo do setor central para ajudar na marcação e na saída de bola.

"Deixamos apenas um jogador aberto na beirada, com o Kleiton pelo lado, na lateral direita deles, onde havia jogadores que eram volantes de origem. Do outro lado, o Edílson ficava à espera do Eduardo. Trouxemos o Pablo para dentro, e o Bispo ajudou nas bolas paradas cruzadas deles", detalhou Mazola.

O treinador também chamou atenção para uma característica ofensiva da Ferroviária que exigia cuidado durante os 90 minutos. A movimentação dos atacantes e a chegada dos meio-campistas poderiam criar superioridade na entrada da área, justamente o setor que o Paysandu trabalhou para proteger.

"Eles têm penetração pelo meio. Os dois atacantes jogam para dentro, e os meias avançam, formando quatro homens na frente da área adversária. Se não conseguirmos neutralizar isso, vamos ter problemas", explicou o técnico.

Além da parte tática, Mazola revelou uma preocupação antes da bola rolar. Marcinho havia sentido dores no dia anterior e chegou a ser dúvida, mas passou por um trabalho intensivo e decidiu permanecer em campo até o fim, saindo aos 36 do segundo tempo.

"Temos que dar os parabéns para o Márcio. Ontem ficamos preocupados porque ele sentiu. Fizemos um intensivo, e ele disse que poderíamos contar com ele. Falei sobre tirá-lo, e ele me disse que estava bem e queria ficar. Ele entregou tudo e foi muito bem em campo", finalizou.

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