A preparação dos atletas do Paysandu vai muito além dos treinamentos realizados no gramado. Em entrevista à PapãoTV nesta quarta-feira (17), o preparador físico Léo Cupertino revelou os bastidores da rotina diária do elenco profissional e detalhou os protocolos de monitoramento físico e fisiológico adotados pelo clube para garantir o melhor desempenho dos jogadores ao longo da temporada.
Recém-chegado à Curuzu após mais uma vez ser integrado ao time sub-20 da Seleção do Peru, o profissional também falou sobre o impacto que o Paysandu exerce no cenário nacional e destacou a força da torcida bicolor como um dos fatores que mais o motivaram a aceitar o convite para integrar a comissão técnica. Segundo Cupertino, a fama da Curuzu como um estádio de ambiente hostil para os adversários sempre foi motivo de respeito entre os profissionais do futebol.
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O profissional relembrou experiências vividas quando enfrentava o Papão e afirmou que trabalhar no clube era um desejo antigo. "Confiança. Às vezes, ficamos preocupados. Somos humanos. Eu não sou diferente disso. Temos vaidade, fraquezas. Ficamos pensando o que as pessoas vão pensar. Já tive oportunidades de jogar contra o Paysandu. Quando eu vinha a Belém, pensava o quão difícil era. Aquele lugar é complicado, a torcida é fantástica. Quem não quer trabalhar em um clube como esse?", detalhou.
Além do aspecto emocional, o preparador destacou a importância dos processos internos desenvolvidos pelo departamento de fisiologia do clube. "Temos processos e protocolos para serem feitos dentro do clube. Isso não é novidade. No Paysandu, especificamente, nós estávamos atropelando algumas situações em virtudes de logística, porque tínhamos algumas viagens, jogos semanais, competições, mas todos os atletas são obrigados a chegar 1h30 antes do início dos treinos de campo", disse.
Protocolos realizados para com os atletas
Após essa etapa, os atletas seguem para a alimentação, com café da manhã ou da tarde, dependendo do horário da atividade. Em seguida, realizam trabalhos específicos de fortalecimento muscular, fisioterapia e outras demandas individuais definidas pela equipe multidisciplinar. Dependendo da programação, os trabalhos podem ocorrer na Curuzu ou no Centro de Treinamento do clube, para onde o elenco é deslocado de ônibus.
Segundo Léo Cupertino, todo o planejamento físico é elaborado em conjunto com a comissão técnica, respeitando as necessidades da equipe durante a semana e a metodologia aplicada pelo treinador. "Quando dá uma hora após a sua chegada aqui, ele vai para um processo de pré-treino. Quando termina esse pré-treino, vamos para o campo, caso o treino seja na Curuzu. Se for no CT, pegamos um ônibus para ir para lá, onde inicia a parte de campo, em cima das demandas físicas que queremos trabalhar durante a semana, com a metodologia do treinador", concluiu.
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