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SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL

Ao priorizar recuperação judicial, Paysandu descarta aderir SAF

Paysandu descarta transformação em SAF, focando na recuperação financeira e renegociação de dívidas, segundo a diretoria e o presidente Márcio Tuma.

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Imagem ilustrativa da notícia Ao priorizar recuperação judicial, Paysandu descarta aderir SAF camera Paysandu descarta transformação em SAF e foca na recuperação financeira | Jorge Luis Totti, ascom Paysandu

A diretoria do Paysandu descartou, neste momento, a possibilidade de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mesmo após o início do processo de recuperação judicial. O tema ganhou força nos bastidores desde o anúncio da medida, mas a gestão bicolor reforça que o foco está na reorganização financeira e na renegociação das dívidas, sem discutir mudanças estruturais no modelo administrativo.

O debate voltou ao cenário alviceleste após declarações do presidente Márcio Tuma e do ex-presidente Roger Aguilera, que já havia defendido publicamente a transformação empresarial como alternativa para o futuro do Papão, porém ao ser entrevistado durante a semana, na Rádio Clube do Pará, ele afirmou: "depois da recuperação judicial vai ficar um clube mais sadio. Não existe nada de venda e nada de SAF", afirmou.

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A possibilidade está prevista na Lei nº 14.193/2021, conhecida como Lei da SAF, que permite aos clubes deixarem o modelo associativo para operar como empresa — estratégia adotada por diversas equipes brasileiras para ampliar investimentos e equacionar passivos. Apesar das especulações, o presidente Márcio Tuma também já afirmou que o tema não está em análise pela atual gestão.

Plano para equacionar R$ 16,7 milhões

Com a recuperação judicial em andamento, o Paysandu tenta reestruturar um passivo estimado em cerca de R$ 16,7 milhões. A partir do deferimento do processo, o clube tem prazo de até 60 dias para apresentar um plano detalhado de pagamento aos credores, enquanto as cobranças ficam temporariamente suspensas. A diretoria entende que o mecanismo pode oferecer fôlego financeiro e permitir a reorganização das contas.

Ainda com relação a possibilidade de SAF, em recente entrevista à imprensa, o diretor jurídico do Paysandu, advogado Bruno Castro esclareceu: "eu não sou o presidente do clube, não estou à frente do clube, mas dificilmente uma SAF passaria pelo conselho. Ela tem várias nuances, tem vários detalhes. Há uma legislação própria se avizinhando, chegando próximo, então eu acho muito prematuro se pensar em SAF", afirmou.

SAF cresce no Brasil, mas modelo divide opiniões

Desde a criação da Lei da SAF, em 2021, o modelo empresarial se expandiu pelo país. Levantamento divulgado em julho de 2025 aponta que 117 clubes brasileiros já adotaram o formato, distribuídos em 21 dos 27 estados e no Distrito Federal. Amapá, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins ainda não registram clubes estruturados como SAF.

Entre os casos considerados de maior sucesso está o do Botafogo, campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024 após a implementação do modelo. Outros clubes tradicionais, como Cruzeiro, Atlético Mineiro e Vasco da Gama, também aderiram à SAF. Por outro lado, o modelo não é unanimidade. O próprio Vasco enfrentou disputas judiciais envolvendo a controladora de sua SAF e precisou recorrer à Justiça.

Diante desse cenário, o Paysandu opta por cautela. A prioridade, segundo a atual gestão, é reorganizar as finanças, estabilizar o clube e fortalecer a estrutura interna antes de qualquer decisão sobre uma possível mudança estrutural.

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