A derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo colocou um ponto final na história de Neymar com a Seleção Brasileira. Aos 34 anos, o camisa 10 encerra um ciclo de 130 partidas, 80 gols e 59 assistências, números que o transformam no maior artilheiro e assistente da história da Amarelinha.
A despedida aconteceu no mesmo palco onde tudo começou. O Estádio de Nova Jersey foi cenário do primeiro gol de Neymar pelo Brasil, em 2010, e também do último, 16 anos depois. Um simbolismo que resume a longa caminhada de um jogador que carregou a responsabilidade de liderar uma geração inteira.
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Mais do que os números, Neymar deixa uma marca construída pelo protagonismo. Durante mais de uma década, foi o principal nome da Seleção, quase sempre cercado pela expectativa de resolver partidas, quebrar linhas defensivas e conduzir o Brasil ao tão sonhado hexacampeonato. Em muitas ocasiões, parecia lutar praticamente sozinho diante da responsabilidade de decidir.

A cobrança sempre foi proporcional ao talento. Reverenciado por grandes nomes do futebol brasileiro e internacional, Neymar frequentemente teve sobre os ombros o peso das eliminações em Copas do Mundo. Ainda assim, foi o jogador que mais desequilibrou tecnicamente uma geração que, coletivamente, nunca conseguiu acompanhar o brilho do maior craque.
O destino reservou uma ironia. O futebolista que encantou torcedores por clubes e Seleção, conquistou títulos continentais, foi protagonista na Europa e disputou a Bola de Ouro em diferentes temporadas, encerra a trajetória sem levantar a taça da Copa do Mundo, o único troféu que faltou na carreira.
Mesmo sem o título mundial, o legado permanece intacto. Neymar tornou-se apenas o segundo jogador da história a vestir a camisa 10 do Brasil em quatro edições de Copa do Mundo, igualando um feito de Pelé. Um marco reservado a atletas que atravessaram gerações mantendo o protagonismo da maior seleção do planeta.
A história também será lembrada pela capacidade de reinventar o futebol brasileiro em um período de transição. Entre dribles, gols decisivos e assistências, inspirou milhares de crianças e adolescentes que cresceram tendo o nome como principal referência da Seleção.
O hexa não veio. Mas os recordes, a longevidade e o talento colocam Neymar entre os maiores jogadores que já defenderam a camisa verde e amarela. A Copa do Mundo escapou, porém o lugar na história da Seleção Brasileira dificilmente será apagado.

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