O Irã se prepara para estrear na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia nesta segunda-feira (15), em meio ao acordo de paz entre os Estados Unidos e o governo iraniano. Por causa da guerra entre as duas nações, a administração de Donald Trump impôs diversas restrições à permanência dos iranianos em solo norte-americano, gerando um desafio logístico e esportivo aos atletas e à comissão técnica que participam do torneio.
O time iraniano teve que mudar o centro de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos. Os atletas saíram do México no domingo (14), com o apoio de diversos torcedores, e chegaram em Los Angeles, nos Estados Unidos, apenas 24 horas antes da estreia na Copa do Mundo. A partida contra a Nova Zelândia acontece logo mais às 22h, no horário de Brasília.
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O estádio SoFi Stadium, que recebe o jogo, já conta com forte esquema de segurança. Ao final da partida, a delegação do Irã terá que sair dos Estados Unidos e voltar a Tijuana. Toda essa logística deverá se repetir em cada um dos outros dois jogos que os iranianos farão na copa. Mesmo com o acordo de paz anunciado pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif — que deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça — ainda não há informações sobre mudanças nas restrições impostas à seleção do Irã.
O técnico iraniano, Amir Ghalenoei, afirmou que eles estão na copa para representar o Irã e trazer alegria ao povo do país. Ele destacou também que o futebol é separado da política. Mas a comunidade iraniana que vive nos Estados Unidos aproveitou a oportunidade para fazer um protesto contra o governo do país islâmico. A manifestação ocorreu na frente do hotel em que a seleção do Irã está hospedada. Mostrando fotos de atletas supostamente torturados pelo regime do país, os manifestantes defendiam a não participação do Irã na copa, num momento em que os cidadãos sofrem a opressão do próprio governo.
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