A atriz Alice Braga voltou a comentar sua conexão com o Brasil, o cinema nacional e causas sociais em uma entrevista marcada por reflexões sobre carreira, política, saúde mental e vida pessoal. Em entrevista ao jornal O Globo, a artista falou sobre os novos projetos no audiovisual, o ativismo climático, a relação com a sexualidade e o namoro com a produtora Renata Brandão.
Logo no início da conversa, realizada no Rio de Janeiro, Alice demonstrou entusiasmo por entrevistas presenciais e pelo contato com a vida ao ar livre. Apesar de frequentemente ser associada ao Rio por conta do sucesso de Cidade de Deus, a atriz lembrou suas origens paulistanas.
Com carreira consolidada internacionalmente, Alice está envolvida em produções de diferentes perfis. Entre os trabalhos recentes está o curta-metragem Vitória Régia, lançado em abril nas plataformas digitais. A obra retrata um futuro distópico em que a Amazônia é explorada por interesses estrangeiros. Segundo a atriz, o projeto dialoga diretamente com seu engajamento em pautas ambientais e indígenas.
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Ela também retorna ao cinema brasileiro em No Jardim do Ogro, dirigido por Carolina Jabor. O longa, previsto para estrear no próximo ano, foi descrito por Alice como um trabalho “profundo”. Além disso, a atriz participará de um painel no evento Rio2C ao lado de Carolina Jabor e da escritora Rita Piffer.
No streaming, Alice integra o elenco da série Homem em Chamas, adaptação do livro de A. J. Quinnell. A produção, parcialmente gravada no Rio de Janeiro, alcançou o topo da audiência da Netflix em dezenas de países. Na trama, a atriz interpreta Valéria Melo, personagem originalmente escrita como um homem. Alice contou que pediu para assumir o papel e buscou representar a força das mães solo brasileiras.
Carreira internacional
Durante a entrevista, a atriz também relembrou sua trajetória internacional, incluindo a experiência como produtora da série A Rainha do Sul. Segundo ela, a produção ajudou a ampliar a representatividade feminina latina no audiovisual.
Ao comentar o cenário político internacional, Alice afirmou enxergar um momento “triste” globalmente, mencionando preocupações relacionadas a imigração, mudanças climáticas e direitos sociais. A atriz disse ainda que costuma se posicionar publicamente como cidadã e ativista ambiental.
Sobre a família, Alice falou da admiração pela tia, Sonia Braga, considerada por ela uma pioneira entre atrizes latino-americanas em Hollywood. A artista destacou a relevância da veterana para gerações posteriores de atores brasileiros no exterior.
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Na conversa, Alice também declarou ser favorável à legalização do aborto e defendeu que o tema seja tratado como questão de saúde pública e direitos das mulheres, sem interferência religiosa. Adepta do candomblé há duas décadas, a atriz afirmou ser filha de Ogum e ressaltou o respeito a diferentes crenças.
A artista ainda revelou ter enfrentado crises de ansiedade e baixa autoestima nos últimos anos, período que definiu como transformador. Segundo Alice, a terapia e a espiritualidade foram fundamentais para superar a fase difícil.
Sexualidade e vida amorosa
Sobre a sexualidade, a atriz afirmou que, no início da carreira, tinha receio de como assumir sua orientação sexual poderia impactar sua trajetória profissional. Para ela, a indústria audiovisual avançou em representatividade nos últimos anos, especialmente entre as novas gerações.
Alice Braga também comentou o relacionamento com Renata Brandão, CEO da Conspiração, e falou sobre maternidade. Apesar de gostar de crianças, disse que ainda não decidiu se deseja ter filhos.
Ao abordar moda e estilo de vida, a atriz revelou preferência pela simplicidade no cotidiano, embora também goste do glamour associado aos grandes eventos de cinema. “A beleza da vida reside no simples”, resumiu.
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