Após ter sido um dos finalistas do Oscar 2026, com o longa " O Agente Secreto", Wagner Moura está na lista das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista TIME.
No texto dedicado ao artista baiano, a revista ressalta que a história do filme que lhe garantiu uma indicação ao principal prêmio do cinema ganhou repercussão entre espectadores ao redor do mundo. “Embora o mais recente trabalho de Moura, O Agente Secreto, seja ambientado no Brasil de 1977 — período marcado por uma ditadura política opressora —, a produção alcançou público internacional, com destaque para os Estados Unidos”, destacou a publicação.
A Time descreve o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho como “um thriller artístico e envolvente” e também como “um retrato de um país cujos cidadãos, na vida real, tinham razões para viver com medo”. A publicação ainda elogia a atuação do ator, classificando-a como “sutil” e “marcante”, e aponta a conquista de Moura como melhor ator no Festival de Cannes, em maio de 2025, como um dos fatores que tornaram o filme “imparável” em sua campanha junto à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao todo, a produção recebeu quatro indicações ao Oscar.
A revista classifica o ator como "consagrado" no Brasil e relembra a trajetória internacional do artista. "Embora tenha iniciado sua carreira no cinema e na televisão há mais de 25 anos, o público americano, até recentemente, o conhecia principalmente pela série Narcos, da Netflix (na qual interpretou o narcotraficante colombiano Pablo Escobar), ou pelo thriller distópico Guerra Civil, de Alex Garland, lançado em 2024".
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A jornalista Stephanie Zacharek, responsável pelo texto da Time, afirma que o ator brasileiro carrega “algo da Hollywood clássica”, o que o transforma em uma “anomalia entre a maioria dos intérpretes contemporâneos”. Ela também destaca o “charme discreto e um senso de humor levemente travesso” do artista. “É fácil imaginá-lo vestindo um smoking no estilo dos anos 1930”, observa.
Para Moura, escreve Stephanie Zacharek, a conexão com o mundo é algo essencial — ainda mais em um momento em que o jornalismo, área em que o ator se formou antes de iniciar a carreira artística, as artes e até mesmo a noção de verdade enfrentam constantes ataques. Em entrevista, ele afirmou que sempre foi “muito emotivo em relação às coisas que via”. “Isso me moldou profundamente como artista, como pessoa e como cidadão. Existe também a ideia de criar empatia: quanto mais você conhece outras realidades, mais empatia desenvolve. É simples assim. E é disso que se trata a atuação”, explicou.
Em outro momento, Moura destacou que “governos vêm e vão” ao comentar sua visão sobre os Estados Unidos, país do qual se tornou cidadão em 2023. Para ele, a nação permanece como um lugar que acolhe pessoas de diversas origens e foi construída a partir da imigração. Apesar da atual polarização, o ator ressaltou que há uma diferença entre o governo em exercício e a essência do país. Moura afirmou que Donald Trump representa parte do que os EUA são, mas não sua totalidade, e lembrou que o país também é marcado por figuras como Martin Luther King, Rosa Parks e tantos outros que lutaram pela liberdade e influenciaram o mundo com suas ideias.
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