Uma única pergunta pode mudar completamente o destino de um participante em um game sobre conhecimentos específicos e foi exatamente isso que aconteceu no Quem Quer Ser um Milionário?, quadro exibido no Domingão deste domingo (8).
Após uma sequência de respostas corretas e muita expectativa no estúdio, um concorrente viu a chance de avançar para o prêmio de R$ 500 mil escapar por causa de uma questão envolvendo literatura mundial e um capítulo marcante da história argentina.
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O participante Luiz Cordovil, engenheiro especializado em inteligência artificial e morador de Tefé, no Amazonas, chegou à pergunta que valia R$ 300 mil. Se acertasse, garantiria esse valor e seguiria no jogo rumo à próxima etapa, que valeria meio milhão de reais.
A pergunta apresentada foi direta, mas exigia conhecimento histórico: “Qual desses clássicos da literatura mundial a ditadura argentina proibiu?”. As alternativas eram: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; A Montanha Mágica, de Thomas Mann; Guerra e Paz, de Liev Tolstói; e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
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Após utilizar sua última ajuda, Luiz conseguiu eliminar duas alternativas, Dom Quixote e A Montanha Mágica. Mesmo assim, ele admitiu no palco que não tinha certeza sobre a resposta. Arriscando seguir adiante no jogo, escolheu Guerra e Paz, clássico da literatura russa.
A aposta, porém, estava errada
A alternativa correta era O Pequeno Príncipe, obra publicada em 1943 pelo escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Com o erro, Luiz foi eliminado da disputa pelo prêmio maior.
Apesar da frustração no momento decisivo, o participante não saiu de mãos vazias. Graças ao bom desempenho nas perguntas anteriores, ele deixou o programa com R$ 150 mil acumulados ao longo da competição.
Por que O Pequeno Príncipe foi proibido
O clássico infantil foi censurado na Argentina durante a ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983, período marcado por forte repressão política. Sob o regime do general Rafael Videla, diversos livros e materiais culturais foram banidos por serem considerados ameaças ideológicas.
Mesmo sendo uma fábula aparentemente simples, censores da época classificaram O Pequeno Príncipe como uma obra “cheia de ideias subversivas”. O temor era de que suas reflexões sobre valores humanos, amizade, liberdade e senso crítico estimulassem questionamentos ao regime.
Hoje, a obra é reconhecida mundialmente como um dos livros mais influentes da literatura, traduzido para dezenas de idiomas e apreciado por leitores de todas as idades.
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